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ArtCraft: engenheiro usa IA para copiar Photoshop, Word e Excel e libera tudo de graça

O engenheiro Brandon Thomas lançou o ArtCraft, com 12 programas gratuitos em Rust que imitam ferramentas da Adobe e da Microsoft. A pergunta é se um único mantenedor, com código escrito com ajuda de IA, sustenta isso com segurança.

Desenvolvedor trabalhando em código no notebook
O ArtCraft reúne programas gratuitos que reproduzem funções de editores de imagem, vídeo, texto e planilhas. Foto: Pexels / Christina Morillo

O engenheiro de software Brandon Thomas apresentou o ArtCraft, um conjunto de aplicativos gratuitos e de código aberto que reproduzem funções de programas como Photoshop, Premiere, Word, Excel e PowerPoint, segundo reportagem do Olhar Digital publicada nesta segunda-feira (12). Os programas foram escritos em Rust com auxílio de inteligência artificial, e o projeto já virou alvo de questionamentos sobre segurança.

Thomas divulgou a iniciativa no Reddit no início de outubro, com o usuário u/ai_art_is_art. O Olhar Digital cita o site Tom's Hardware como a publicação que identificou o autor do post.

O que o pacote entrega

O ArtCraft é uma marca que agrupa aplicativos criativos e de produtividade. Do lado das alternativas à Adobe estão PhotoCraft, FilmCraft, DesignCraft, EffectCraft, PdfCraft, VectorCraft e LightCraft, que cobrem edição de imagens e vídeos, ilustração vetorial e diagramação.

Para quem usa o pacote Office, há o WordCraft (equivalente ao Word), o DeckCraft (PowerPoint) e o GridCraft (Excel). Completam a lista o SoundCraft e o CADCraft, que não têm correspondente citado na reportagem.

Todos são gratuitos e abertos. A reportagem não informa qual licença de código aberto o projeto adota, e descreve o ArtCraft ao mesmo tempo como uma iniciativa comercial, o que deixa em aberto como Thomas pretende ganhar dinheiro com a marca.

As dúvidas sobre código escrito por IA

Discussões no Reddit e em outras plataformas apontaram riscos de segurança cibernética associados a código gerado por inteligência artificial. Há ainda críticas éticas ao uso da tecnologia na programação, e algumas publicações sobre os programas foram removidas de determinados subreddits.

Outro ponto de dúvida é a escala. Questiona-se se uma só pessoa consegue supervisionar e manter tantos aplicativos ao mesmo tempo. Thomas afirma ser desenvolvedor e saber programar, e o projeto aceita contribuições da comunidade, o que pode distribuir parte da revisão do código.

Também pesa o perfil do autor. Thomas é criticado por sua posição favorável à IA, expressa no próprio nome de usuário que escolheu, enquanto apoiadores veem o ArtCraft como um protesto contra o modelo de assinatura mensal, que é o da Adobe. A reportagem não traz número de usuários, downloads ou estrelas no GitHub, então não há medida pública de adoção.

O que muda para quem paga assinatura

Para empresas e profissionais que gastam com licenças de edição e escritório, o projeto mostra que um desenvolvedor sozinho, com IA, consegue publicar em poucas semanas alternativas que antes exigiam equipes inteiras. Isso pressiona o preço de referência, mas não elimina o risco: sem auditoria independente do código e sem garantia de manutenção, a troca em ambiente corporativo exige teste e análise do departamento de segurança antes de qualquer migração.

Por enquanto, o ArtCraft serve mais como sinal do que como substituto pronto. A viabilidade depende de três coisas que a reportagem deixa sem resposta: a licença escolhida, a qualidade dos programas em uso real e a capacidade de Thomas, e da comunidade, de corrigir falhas de segurança quando elas aparecerem.

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Repórter de Tecnologia e Inteligência Artificial do Real Nacional. Cobre inteligência artificial, infraestrutura digital, regulação de tecnologia e as empresas que constroem a IA no Brasil. Mais textos · Expediente · Política editorial

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