sexta-feira, 2 de outubro de 2026 · Edição diária

Inteligência artificial · Política · Poder econômico

Avenue, controlada pelo Itaú, usa IA em até 85% do código escrito por 120 engenheiros

A fintech de investimentos internacionais, comprada pelo Itaú em 2022, tem 120 funcionários na área de engenharia e aplica inteligência artificial em até 85% do código que produz, segundo o cofundador e CTO Henry Conceição.

Engenheiros de software trabalhando em computadores em escritório
Avenue tem 120 funcionários no time de engenharia e aplica IA em quase todo código que produz, segundo a empresa. Foto: Pexels

A fintech de investimentos internacionais Avenue, controlada pelo Itaú Unibanco desde 2022, usa inteligência artificial em até 85% do código produzido por seu time de engenharia. A informação foi dada por Henry Conceição, cofundador e diretor de tecnologia da empresa, em entrevista ao NeoFeed publicada em 1º de outubro.

A Avenue foi fundada em 2018 e oferece contas globais e acesso a investimentos internacionais para brasileiros. Entre os concorrentes da empresa estão XP, Inter, C6 Bank, BTG Pactual, Bradesco e Santander. O Itaú comprou participação na fintech em 2022 e tem opção de adquirir o controle total até 2027.

Segundo Conceição, antes de a inteligência artificial se tornar estratégia formal da empresa, os funcionários se dividiam em dois grupos: um já testava ferramentas de IA por conta própria e notava ganhos nas tarefas do dia a dia, outro mantinha resistência à mudança.

Agentes de IA em quase todo código escrito

Hoje, segundo o executivo, praticamente todo o código produzido pelo time de engenharia passa por algum agente ou robô de inteligência artificial em algum momento do processo. A área de engenharia da Avenue tem 120 funcionários.

A frase resume a avaliação de Conceição sobre o ritmo de adoção da inteligência artificial na Avenue. Segundo ele, acelerar o uso da tecnologia sem resolver problemas de processo não traz o ganho esperado.

Por que o quadro de engenheiros não deve encolher

Apesar do avanço da automação em boa parte do código, Conceição afirmou que não há plano de reduzir o time de engenharia. Para ele, a demanda da empresa deve crescer mais rápido do que a capacidade de atendê-la, mesmo com os ganhos de produtividade trazidos pela IA.

O desafio atual da Avenue, segundo o executivo, é levar o uso da inteligência artificial de forma uniforme a todas as áreas, entre elas produto, design, validação, testes e assessoria de investimentos. A meta declarada pela empresa é oferecer assessoria personalizada a 100% da base de clientes.

Atendimento personalizado e decisão do Itaú até 2027

Se a Avenue conseguir estender a inteligência artificial à assessoria de investimentos como planeja, o cliente deve passar a ter atendimento mais personalizado, sem depender apenas do número de assessores humanos disponíveis. Na engenharia, o ganho declarado é a entrega mais rápida de novas funcionalidades no aplicativo.

O momento também interessa ao Itaú, que detém opção de compra do controle total da Avenue até 2027. Qualquer ganho de eficiência e de escala obtido pela fintech tende a pesar na avaliação da empresa quando essa decisão for tomada pelo banco.

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Repórter de Tecnologia e Inteligência Artificial do Real Nacional. Cobre inteligência artificial, infraestrutura digital, regulação de tecnologia e as empresas que constroem a IA no Brasil. Mais textos · Expediente · Política editorial

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