segunda-feira, 5 de outubro de 2026 · Edição diária

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Bain: data centers triplicam consumo de energia para 1.288 TWh e exigem até US$ 6,5 tri até 2030

Segundo a Bain & Company, o consumo elétrico global dos data centers sobe de 388 TWh para 1.288 TWh até 2030, e a expansão da IA pode exigir de US$ 5 trilhões a US$ 6,5 trilhões em infraestrutura.

Corredor de servidores em um data center
Projeções da Bain & Company apontam que a capacidade instalada de data centers quase triplicará em cinco anos. Foto: Pexels / panumas nikhomkhai

O consumo global de eletricidade dos data centers deve passar de 388 TWh para 1.288 TWh até 2030, segundo projeção da consultoria Bain & Company divulgada nesta segunda-feira (5) e reportada pelo Convergência Digital. O avanço da inteligência artificial pode exigir de US$ 5 trilhões a US$ 6,5 trilhões em investimentos em infraestrutura do setor no período.

Pelas contas da Bain, o mundo precisará de cerca de 150 GW de nova capacidade computacional. Com isso, a capacidade instalada deve quase triplicar em cinco anos, enquanto o consumo de energia mais que triplica, já que 1.288 TWh equivalem a 3,3 vezes os 388 TWh atuais.

Campi de 5 GW no lugar de 50 MW

A escala dos projetos mudou de patamar. De acordo com a consultoria, data centers de 50 MW eram considerados grandes há cerca de cinco anos. Hoje já estão planejados campi com 5 GW ou mais, cem vezes a referência anterior.

Os maiores empreendimentos custam entre US$ 150 bilhões e US$ 200 bilhões cada, segundo o levantamento. Para sustentar esse volume de investimento, a Bain estima que a economia precisará gerar cerca de US$ 6 trilhões em receita anual até 2031. Desse total, aproximadamente US$ 4,2 trilhões teriam de vir de novas aplicações e mercados.

Rede elétrica e licenças travam obras

A Bain aponta quatro gargalos: disponibilidade de energia, fornecimento de equipamentos, mão de obra especializada e licenciamento. O prazo para conectar um projeto à rede elétrica já passa de quatro anos, de acordo com a consultoria.

Os entraves regulatórios têm efeito mensurável. No primeiro semestre de 2026, obstáculos desse tipo bloquearam ou atrasaram 75 projetos de data centers, que somam US$ 130 bilhões, segundo a Bain.

Quem sente o efeito primeiro

A projeção importa para qualquer país que disputa esses investimentos. Quem oferece energia firme e licenciamento rápido entra na lista de locais possíveis para os campi de grande porte. Quem não oferece vê a obra ir para outro lugar, e os dados da Bain mostram que a fila de conexão à rede já passa de quatro anos.

Para as empresas de tecnologia, o recado financeiro é direto: o retorno precisa vir de aplicações que ainda estão em construção, porque US$ 4,2 trilhões da receita necessária dependem de produtos e mercados novos. A reportagem do Convergência Digital não detalha como esses números se distribuem por país.

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Repórter de Tecnologia e Inteligência Artificial do Real Nacional. Cobre inteligência artificial, infraestrutura digital, regulação de tecnologia e as empresas que constroem a IA no Brasil. Mais textos · Expediente · Política editorial

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