quarta-feira, 16 de setembro de 2026 · Edição diária

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Caiado diz que faltou mão forte de Fachin e vê o Supremo rachado

Nesta quarta (16), em coletiva após almoço com empresários em São Paulo, o candidato do PSD cobrou que o presidente do STF rejeitasse questões de ordem e fosse direto ao mérito sobre Moraes e Vorcaro.

Ronaldo Caiado, candidato à Presidência pelo PSD
Ronaldo Caiado criticou a condução de Edson Fachin na sessão do STF sobre o caso Master. Foto: Flickr / Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

O candidato à Presidência Ronaldo Caiado (PSD) afirmou nesta quarta-feira (16) que faltou "mão forte" do presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, para impedir que a sessão de terça (15) sobre o caso Banco Master "descambasse". A crítica veio em coletiva após um almoço com empresários em São Paulo.

A pauta do plenário era avaliar a petição que aponta conversas entre o ministro Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro, ex-controlador do Master. Em vez do mérito, a Corte se alongou em questões de ordem. Caiado disse que Fachin deveria ter rejeitado todas e ido direto ao voto. "Aí sim nós teríamos um resultado", afirmou.

O decano Gilmar Mendes pediu, antes do mérito, que se discutisse a relatoria tomada por Fachin no caso de André Mendonça e se os processos de Moraes e Mendonça deveriam andar juntos. Caiado discordou da junção: "Lógico, não tem nada a ver uma coisa com a outra." Para ele, numa sessão daquelas se rejeitam as questões fora da pauta e se declara o voto.

O presidenciável descreveu o Supremo como "rachado" e perguntou se a Corte ainda consegue se unir em torno do funcionamento das instituições. Disse que a cena alimenta a "desilusão completa" do brasileiro com o Judiciário. "Para presidir um colegiado de iguais, você precisa ter ali a mão forte para que não descambe para o lado que descambou", reforçou.

A sessão de terça terminou sem abrir investigação de mérito contra Moraes. Formou-se maioria de 4 a 3 para manter os casos separados, com pedido de vista de Flávio Dino, que pode devolver o tema em até 90 dias. Caiado usa o desgaste do STF como peça de campanha e já havia, na véspera, cobrado investigação e chamado o ritmo da Corte de "procrastinatório".

CA

Repórter de Negócios do Real Nacional. Cobre empresas, fusões e aquisições, mercado de capitais e a economia real das companhias brasileiras. Mais textos · Expediente · Política editorial

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