O candidato à Presidência Ronaldo Caiado (PSD) afirmou nesta terça-feira (15), em entrevista coletiva em Aparecida de Goiânia, que o Supremo Tribunal Federal está em uma "fase procrastinatória" e defendeu a abertura de investigação contra o ministro Alexandre de Moraes. A declaração veio no mesmo dia em que o plenário do STF votava questão de ordem sobre reunir ou não os processos envolvendo Moraes e André Mendonça.
"Tem que se aguardar essa decisão. Está uma votação ali de uma questão de ordem de fazer a junção dos processos para serem julgados no dia 23. Então, ainda está na fase procrastinatória", disse Caiado. Ele afirmou acreditar que a Corte autorizará o que, segundo ele, a sociedade deseja: investigar Moraes a partir do relatório da Polícia Federal com mensagens ligadas ao ex-controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro.
Quatro mulheres no Supremo e crítica ao Congresso
Nas redes, Caiado disse que sabe resolver a crise do STF colocando quatro mulheres na Corte. "Hoje, para se governar o país, tem que ter autoridade moral. A situação do Supremo, eu sei resolver, colocando lá quatro mulheres. Raquel Dodge será a primeira", afirmou em vídeo. Também falou em novos critérios para indicação, como idade mínima de 60 anos e quarentena para voltar à advocacia ou disputar cargo eletivo.
Master, adversários e silêncio do Congresso
A campanha do goiano associou o escândalo do Master a Lula e a Flávio Bolsonaro e falou em "cortina de fumaça" no Supremo. Caiado ainda cobrou o Congresso: "A Câmara e o Senado se calam diante de uma situação como essa". Na coletiva, estava acompanhado do candidato ao governo de Goiás, Daniel Vilela (MDB), e dos postulantes ao Senado Gracinha Caiado (União) e Zacharias Calil (MDB).



