segunda-feira, 7 de setembro de 2026 · Edição diária

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Flávio Bolsonaro cobra voto de Cármen Lúcia e diz que biografia está em jogo

Em live neste domingo, o presidenciável do PL cobrou que a ministra vote pela investigação formal de Alexandre de Moraes. Disse que passar a mão na cabeça do colega ficaria ruim para a história dela.

Cármen Lúcia
Cármen Lúcia, ministra do STF, cobrada por Flávio Bolsonaro a votar pela investigação de Moraes Foto: O Tribunal da Democracia / Wikimedia Commons (Public domain)

O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) cobrou neste domingo (6) que a ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal, vote pela abertura de investigação formal contra o colega Alexandre de Moraes. Em transmissão ao vivo nas redes, disse que o país vai observar o voto e que passar a mão na cabeça de Moraes ficaria ruim para a biografia dela.

Flávio perguntou se a ministra, apresentada por ele como defensora histórica da democracia e da liberdade, vai proteger o Brasil e o próprio Supremo ou o colega de plenário. Ainda não há data marcada nem certeza de que o tema vai ao plenário. Cabe ao presidente da Corte, Edson Fachin, definir os próximos passos.

Pressão sobre o voto decisivo

Na live, Flávio afirmou querer ver como Cármen Lúcia se posiciona na semana que vem. Questionou se ela autoriza a investigação formal de Moraes ou se protege o magistrado apesar do que já veio a público. Completou que isso ficaria muito ruim para a história e para a biografia dela.

Também defendeu André Mendonça, a quem chamou de juiz justo que não persegue ninguém, e disse que Moraes não tem mais condições de permanecer no STF. Repetiu que a lei precisa valer para todo mundo e que ninguém está acima da lei.

Contexto da crise na Corte

A cobrança ocorre em meio ao embate entre Moraes e Mendonça após a divulgação de mensagens do ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Mendonça liberou no domingo para o plenário o relatório da Polícia Federal sobre o caso. Fachin aguarda manifestações até sexta (11) antes de decidir formato e data.

Reportagens recentes apontam Cármen Lúcia como voto sensível na divisão interna. A ministra teria visto erros dos dois lados e ainda não definiu apoio. Até o fechamento desta nota, ela não respondeu publicamente à cobrança de Flávio.

MB

Repórter de Política e Economia do Real Nacional. Cobre Brasília, Congresso, tribunais, contas públicas e as eleições de 2026. Mais textos · Expediente · Política editorial

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