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Claude Code ajuda programador a achar candidato a planeta a 116 anos-luz; NASA observa em novembro

Pavel Rabtsevich analisou dados públicos do telescópio TESS com o Claude Code e apontou um objeto de 1,4 vez o tamanho da Terra, com órbita de 3,18 dias. A estrela entrou na agenda de novembro da NASA, mas o planeta ainda é só um candidato.

Ilustração de um exoplaneta orbitando uma estrela distante
O candidato a planeta orbita a estrela TIC 4206066, a cerca de 116 anos-luz da Terra, segundo o Canaltech. Foto: Pexels / Marek Pavlík

O desenvolvedor Pavel Rabtsevich usou o Claude Code, ferramenta de programação da Anthropic, para identificar um possível exoplaneta em dados públicos do telescópio espacial TESS, da NASA, segundo o Canaltech em reportagem de 13 de outubro. O objeto teria cerca de 1,4 vez o tamanho da Terra e orbitaria a estrela TIC 4206066 a cada 3,18 dias. A distância até o sistema é de 116 anos-luz.

Rabtsevich é descrito como desenvolvedor e entusiasta de astronomia, não como pesquisador de uma instituição. O resultado foi enviado à equipe do TESS e aceito para análise, de acordo com o Canaltech. A estrela entrou na programação de observações do telescópio em novembro.

O que os dados mostraram

O sinal apareceu no fim de 2025, quando o brilho da TIC 4206066 passou a cair cerca de 0,05% por cerca de duas horas, em intervalos próximos de três dias. Esse tipo de queda é a assinatura clássica de um planeta que cruza a frente da estrela. Rabtsevich também examinou registros de 2018 e 2020 e encontrou 22 eventos de escurecimento compatíveis com trânsitos planetários.

Antes de apostar na hipótese, ele precisou descartar interferências e erros do instrumento, que podem produzir quedas de brilho parecidas. O Canaltech menciona ainda um possível segundo planeta no mesmo sistema, em órbita mais distante, mas a análise se concentra no primeiro candidato.

Onde entrou a inteligência artificial

Segundo o Canaltech, o trabalho levou cerca de duas semanas e envolveu mais de mil scripts e 74 procedimentos de verificação. O Claude Code processou os dados do TESS, escreveu o código de análise e ajustou os modelos matemáticos usados para prever os trânsitos. Para revisar etapas, Rabtsevich recorreu também ao Codex, da OpenAI, e a uma ferramenta chamada Jev.

Em um teste, ele escondeu parte dos dados e pediu que o Claude Code previsse as próximas quedas de brilho. De acordo com o relato do desenvolvedor, a ferramenta estimou o momento delas a partir do modelo. A própria reportagem ressalva que o resultado depende da qualidade dos dados e ainda precisa de verificação científica.

Candidato não é descoberta confirmada

O objeto segue classificado como candidato a exoplaneta. Para virar planeta confirmado, as observações de novembro precisam reforçar o padrão de trânsitos e a equipe deve afastar explicações alternativas, como outro corpo celeste ou falha de medição. Até lá, a manchete de que a IA descobriu um planeta é prematura.

O caso mostra o que a ferramenta já faz na prática: um indivíduo sem laboratório conseguiu varrer anos de dados públicos e levar uma hipótese testável a uma equipe da NASA. O desfecho depende do que o TESS registrar em novembro.

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Repórter de Tecnologia e Inteligência Artificial do Real Nacional. Cobre inteligência artificial, infraestrutura digital, regulação de tecnologia e as empresas que constroem a IA no Brasil. Mais textos · Expediente · Política editorial

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