O governo da Coreia do Sul vai investir 4,7 trilhões de won, o equivalente a R$ 17,5 bilhões, no desenvolvimento de um modelo de inteligência artificial com desempenho de ponta. A informação foi divulgada nesta terça-feira (6) pela CNN Brasil, a partir de comunicado do Ministério da Ciência do país. O dinheiro público será combinado com capital privado.
O programa tem data de partida definida: março de 2027. Antes disso, o orçamento precisa passar pelo parlamento coreano, cuja aprovação está prevista para dezembro. A escolha do desenvolvedor principal deve ocorrer até fevereiro, por meio de concurso público conduzido pelo Ministério da Ciência e das TIC.
De onde sai o dinheiro
Segundo o FN News, jornal econômico sul-coreano, os 4,7 trilhões de won virão do chamado Future Response Fund, o fundo de resposta ao futuro. O valor integra um orçamento de IA de cerca de 9,4 trilhões de won que o Ministério da Ciência e das TIC propôs para o ano seguinte. Ou seja, o novo modelo ficaria com metade da verba de IA pedida pela pasta.
O governo justificou a iniciativa dizendo que empresas globais de IA seguem lançando modelos de altíssimo desempenho, de acordo com o FN News. Desenvolver um modelo competitivo dentro do país passou a ser, na avaliação do ministério, uma necessidade. A CNN Brasil descreve o projeto como a tentativa de Seul de entrar na corrida pela IA de última geração.
Quem pode disputar o contrato
A seleção será aberta. De acordo com o documento citado pela CNN Brasil, a participação estará aberta a empresas individuais, consórcios ou veículos de propósito específico. Startups, grandes companhias, universidades e pesquisadores poderão ocupar papéis de liderança.
A estrutura prevê três frentes de apoio: chips de computação, dados e formação de talentos. É a combinação que costuma travar projetos nacionais de IA, porque treinar um modelo de ponta exige processadores caros, bases de dados volumosas e equipes raras.
O que ainda está em aberto
Os detalhes do apoio não estão fechados. O FN News informa que ainda não foi decidido como o projeto será conduzido, inclusive se ele ficará ligado ao programa de modelos de base independentes que já está em andamento no país. Também não está definido quanto caberá ao capital privado.
Na prática, o calendário aperta quem pretende concorrer. Quem quiser liderar o programa precisa montar consórcio, garantir acesso a chips e apresentar proposta antes de fevereiro, com orçamento ainda sujeito ao voto do parlamento em dezembro. O resultado do concurso mostrará se Seul concentra o dinheiro em um único time ou o divide entre vários.



