quinta-feira, 10 de setembro de 2026 · Edição diária

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Cosan protocola saída da NYSE; último pregão dos ADSs é 18 de setembro

Holding protocolou o Formulário 25 na SEC. CSAN3 segue no Novo Mercado da B3. Recibos americanos passam ao balcão (OTC). Ação caiu na B3 nesta quarta.

Luis Henrique Guimarães, CEO da Cosan, de paletó escuro, de braços cruzados em frente ao logo da companhia
Luis Henrique Guimarães comanda a Cosan desde 2020. A holding concentra Raízen, Compass, Rumo e Moove e quer cortar custo da listagem dupla. Foto: O Globo / divulgação

A Cosan protocolou nesta semana o Formulário 25 na Securities and Exchange Commission, a SEC americana, para retirar voluntariamente seus American Depositary Shares da Bolsa de Nova York. O último pregão dos ADSs na NYSE está marcado para 18 de setembro de 2026. A Suno Notícias publicou o cronograma nesta quarta-feira (9). No mesmo dia, o UOL registrou queda das ações CSAN3 na B3 depois do anúncio.

A decisão não mexe na listagem brasileira. As ordinárias continuam no Novo Mercado da B3, código CSAN3, que segue como o principal ambiente de negociação da holding. Cada ADS representa quatro ações ordinárias.

O calendário da saída

O conselho aprovou a retirada em agosto e notificou a NYSE. Em 8 de setembro a companhia informou o protocolo do Formulário 25, o papel que abre formalmente o desligamento. Se o rito regulatório andar no prazo, os recibos negociam na bolsa americana até o fechamento de 18 de setembro. A Cosan avisou que os prazos podem mudar e que pode revisar ou retirar os pedidos antes da deslistagem.

A holding diz que a medida simplifica a estrutura de capital, reduz custo de manter listagem nos Estados Unidos e concentra esforço no que considera mais relevante para o grupo. Continua registrada na legislação americana de mercado de capitais e deve manter obrigações de divulgação à SEC mesmo fora da NYSE. Não organizou listagem nova em outra bolsa americana.

O que acontece com o papel nos EUA

Depois da NYSE, a Cosan pretende manter o programa no formato Level I ADR. Os recibos passam ao mercado de balcão, o OTC. Perdem regras e visibilidade de bolsa organizada. Para o investidor americano, isso pode significar menos liquidez, spread maior e saída de fundos que só podem carregar ativo listado em bolsa tradicional.

Caio Borges, analista da Eleven, apontou ao UOL pressão vendedora de quem tem mandato impedindo a posição fora da NYSE, mais o efeito da saída dos ADSs de índices e ETFs. Na B3, o acionista brasileiro não precisa trocar papel nem fazer procedimento. A Cosan, controlada pela família Ometto e comandada pelo CEO Luis Henrique Guimarães, segue com Raízen, Compass, Rumo e Moove no Brasil.

CA

Repórter de Negócios do Real Nacional. Cobre empresas, fusões e aquisições, mercado de capitais e a economia real das companhias brasileiras. Mais textos · Expediente · Política editorial

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