A Cosan protocolou nesta semana o Formulário 25 na Securities and Exchange Commission, a SEC americana, para retirar voluntariamente seus American Depositary Shares da Bolsa de Nova York. O último pregão dos ADSs na NYSE está marcado para 18 de setembro de 2026. A Suno Notícias publicou o cronograma nesta quarta-feira (9). No mesmo dia, o UOL registrou queda das ações CSAN3 na B3 depois do anúncio.
A decisão não mexe na listagem brasileira. As ordinárias continuam no Novo Mercado da B3, código CSAN3, que segue como o principal ambiente de negociação da holding. Cada ADS representa quatro ações ordinárias.
O calendário da saída
O conselho aprovou a retirada em agosto e notificou a NYSE. Em 8 de setembro a companhia informou o protocolo do Formulário 25, o papel que abre formalmente o desligamento. Se o rito regulatório andar no prazo, os recibos negociam na bolsa americana até o fechamento de 18 de setembro. A Cosan avisou que os prazos podem mudar e que pode revisar ou retirar os pedidos antes da deslistagem.
A holding diz que a medida simplifica a estrutura de capital, reduz custo de manter listagem nos Estados Unidos e concentra esforço no que considera mais relevante para o grupo. Continua registrada na legislação americana de mercado de capitais e deve manter obrigações de divulgação à SEC mesmo fora da NYSE. Não organizou listagem nova em outra bolsa americana.
O que acontece com o papel nos EUA
Depois da NYSE, a Cosan pretende manter o programa no formato Level I ADR. Os recibos passam ao mercado de balcão, o OTC. Perdem regras e visibilidade de bolsa organizada. Para o investidor americano, isso pode significar menos liquidez, spread maior e saída de fundos que só podem carregar ativo listado em bolsa tradicional.
Caio Borges, analista da Eleven, apontou ao UOL pressão vendedora de quem tem mandato impedindo a posição fora da NYSE, mais o efeito da saída dos ADSs de índices e ETFs. Na B3, o acionista brasileiro não precisa trocar papel nem fazer procedimento. A Cosan, controlada pela família Ometto e comandada pelo CEO Luis Henrique Guimarães, segue com Raízen, Compass, Rumo e Moove no Brasil.



