quarta-feira, 7 de outubro de 2026 · Edição diária

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Estudantes brasileiros no exterior vencem desafio de IA do Itaú Asset com 42 mil simulações

O time Silo, de três brasileiros que estudam em Duke, Cornell e Toronto, ganhou R$ 15 mil em Pontos Itaú com uma estratégia de commodities que usa um LLM para classificar mais de 1.500 manchetes. A sétima edição teve mais de 3.600 inscritos de 230 instituições.

Telas com gráficos de mercado financeiro em uma mesa de operações
O Desafio Quant AI Itaú Asset premia estudantes que combinam análise quantitativa e inteligência artificial em estratégias de investimento. Foto: Pexels / Rafael Minguet Delgado

Três estudantes brasileiros de universidades no exterior venceram a sétima edição do Desafio Quant AI Itaú Asset, competição universitária de investimentos com inteligência artificial, segundo o site Convergência Digital. A equipe Silo levou R$ 15 mil em Pontos Itaú com uma estratégia para commodities construída sobre 42 mil simulações.

O time é formado por Eduardo Picone Sellos Correa, da Duke University (EUA), Luis Eduardo Ferraz Ferraiuoli de Azevedo, da Cornell University (EUA), e Diego Rodrigues Saraiva, da University of Toronto (Canadá). O resultado saiu no fim de setembro, na sede da Itaú Asset em São Paulo, para cerca de 200 pessoas.

Como a estratégia vencedora foi montada

A proposta da Silo combina cenários econômicos, níveis de estoque, preços de contratos futuros e dados sobre mineradoras e os metais que elas produzem. Em cima dessa base, os estudantes rodaram as 42 mil simulações que batizam a solução na cobertura do evento.

De acordo com a publicação, a IA generativa foi usada em duas etapas. Um modelo de linguagem (LLM) classificou mais de 1.500 manchetes sobre oferta de commodities e as converteu em dados que a estratégia consegue processar. O mesmo LLM serviu para questionar o próprio modelo e buscar falhas e vieses ao longo do desenvolvimento.

Quem ficou com o segundo e o terceiro lugar

A equipe Augur, de Eduardo Vianna Zorzi (Insper) e Hugo Park Villanova (FGV), ficou em segundo e recebeu R$ 7 mil. O trabalho analisou os fluxos de entrada no Ibovespa e o comportamento do mercado depois deles. O terceiro lugar, com R$ 3 mil, foi da Blue Horseshoe, formada por Pietro Alkmin, Davi Abreu da Silveira e Yan Dimitri Kruziski, do Inteli. Eles criaram uma ferramenta de IA que transforma informações públicas de empresas em indicadores para decisão de investimento. A premiação total foi de R$ 25 mil em Pontos Itaú.

As quatro equipes finalistas apresentaram os projetos a uma banca de gestores e executivos. Entre eles estavam Carlos Augusto Salamonde, responsável pela Itaú Asset Management, e Carlos Constantini, membro do Comitê Executivo do Itaú. Mat Velloso, diretor de produto do Docker e ex-executivo da Meta e do Google DeepMind, deu uma palestra no evento.

O alcance da competição e o que ela dá ao Itaú

Segundo o Convergência Digital, a edição bateu recorde de interesse: mais de 3.600 inscritos, de 230 instituições, em todos os 27 estados brasileiros, além de estudantes de outros nove países. Desde a inscrição, a Itaú Asset ofereceu aos times cursos, treinamentos e conteúdo sobre o uso de tecnologia e análise de dados no setor.

Para a gestora, o desafio serve de vitrine para talentos que já dominam estatística e IA ao mesmo tempo. Salamonde afirmou, segundo a publicação, que a edição mostrou o que acontece quando estudantes têm acesso a conhecimento, ferramentas e desafios próximos da realidade do mercado. Dois dos três vencedores estudam nos Estados Unidos e o terceiro no Canadá, sinal de que parte desse talento brasileiro está fora do país.

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Repórter de Tecnologia e Inteligência Artificial do Real Nacional. Cobre inteligência artificial, infraestrutura digital, regulação de tecnologia e as empresas que constroem a IA no Brasil. Mais textos · Expediente · Política editorial

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