terça-feira, 22 de setembro de 2026 · Edição diária

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Dino conduz no STF audiência sobre responsabilidade em emendas

Ministro reúne Congresso, TCU, AGU, CGU e PGR para debater se quem indica emenda impositiva responde como ordenador de despesas, antes do mérito da ADI 7995.

Flávio Dino, ministro do Supremo Tribunal Federal
Flávio Dino; ministro conduz audiência pública no STF sobre responsabilidade de parlamentares em emendas. Foto: Gustavo Moreno/STF / Wikimedia Commons (Attribution)

O ministro Flávio Dino, do STF (Supremo Tribunal Federal), conduz nesta terça-feira (22) audiência pública sobre a responsabilidade de deputados e senadores na indicação e na aplicação de recursos de emendas impositivas. O encontro, das 9h às 12h10 na sala de sessões da Primeira Turma, reúne representantes do Congresso Nacional, do TCU (Tribunal de Contas da União), da AGU (Advocacia-Geral da União), da CGU (Controladoria-Geral da União), da PGR (Procuradoria-Geral da República), além de universidades e entidades de transparência.

Segundo o SBT News e o ND Mais, o debate subsidia o julgamento da ADI (Ação Direta de Inconstitucionalidade) 7995, ajuizada pelo partido Rede Sustentabilidade. A questão central é definir até onde vai a responsabilidade do parlamentar que indica a emenda, escolhe o beneficiário e determina o objeto do gasto público. A Corte discute se essa atuação deve submeter o autor da indicação a mecanismos específicos de controle, fiscalização, prestação de contas e responsabilização.

Dino pediu que as manifestações apresentem uma matriz de responsabilidades, com agentes e atribuições em cada etapa do ciclo da despesa custeada com emendas. Também está em análise a possibilidade de equiparar a atuação do parlamentar à de ordenador de despesas e se recursos de emendas podem ir diretamente a entidades privadas, com divisão clara de deveres desde a indicação até a aplicação.

O próprio ministro afirmou, ao convocar a audiência, que o objetivo é um debate plural e tecnicamente qualificado antes do mérito. O encontro não decide a causa: as falas servirão de subsídio ao julgamento posterior da ADI 7995. A transmissão ocorre pela TV Justiça, Rádio Justiça e canal do STF no YouTube.

Entre os habilitados estão Câmara, Senado, FGV, USP, Transparência Brasil, Transparência Internacional Brasil, AMPCON, Atricon e o partido autor da ação, além da PGR na etapa final. A discussão avança depois de planos de rastreabilidade adotados por Congresso e Executivo em 2025 e de medidas anteriores do próprio Dino, relator de ações sobre transparência de emendas desde 2024, incluindo suspensões e bloqueios por irregularidades.

Fontes consultadas

AD

Repórter de Tecnologia e Inteligência Artificial do Real Nacional. Cobre inteligência artificial, infraestrutura digital, regulação de tecnologia e as empresas que constroem a IA no Brasil. Mais textos · Expediente · Política editorial

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