segunda-feira, 5 de outubro de 2026 · Edição diária

Inteligência artificial · Política · Poder econômico

Erika Hilton passa de 1,5 milhão de votos e bate o recorde de mulher na Câmara

A deputada do PSOL-SP somou 1.596.472 votos com 100% das seções de São Paulo apuradas, quase 518 mil a mais que o recorde de Joice Hasselmann, de 2018.

Erika Hilton, deputada federal do PSOL de São Paulo
Erika Hilton (PSOL-SP) foi eleita com 1.596.472 votos, a maior votação de uma mulher para a Câmara dos Deputados. Foto: Zeca Ribeiro / Câmara dos Deputados / Wikimedia Commons (CC BY 3.0)

A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) tornou-se, neste domingo (4), a mulher mais votada da história em uma eleição para a Câmara dos Deputados, segundo o g1. Às 22h47, com 100% das seções apuradas em São Paulo, ela somava 1.596.472 votos, a segunda maior votação do estado.

O recorde anterior pertencia a Joice Hasselmann, que recebeu 1.078.666 votos em 2018, quando foi eleita por São Paulo pelo PSL. A diferença para a marca antiga é de 517.806 votos, ou cerca de 48% a mais.

Do 1,5 milhão à diferença para as demais

O InfoMoney, que registrou a apuração mais cedo, com 97,76% das urnas paulistas contadas, apontava 1.560.481 votos para Hilton. A distância para as outras mulheres no ranking nacional já era grande naquele momento: Sâmia Bomfim (PSOL-SP) tinha 575.949 votos, e Julia Zanatta (PL-SC), 559.942. A votação de Hilton equivalia a mais de duas vezes e meia a da segunda colocada entre as mulheres.

A evolução em relação à eleição anterior também chama atenção. Em 2022, de acordo com o InfoMoney, ela teve 256.903 votos. O resultado deste domingo representa mais de seis vezes esse número, considerando a apuração final de São Paulo informada pelo g1.

A bandeira da escala 6x1

Hilton é a autora da proposta de emenda à Constituição que pretende acabar com a escala de trabalho 6x1, em que o empregado trabalha seis dias e folga um. O g1 ilustrou a reportagem com uma audiência pública sobre o tema na Câmara Municipal de Sorocaba (SP), na qual a deputada esteve presente.

O JOTA também registrou que ela superou a marca de Hasselmann. A publicação não detalhou, no trecho acessado, a contagem final de votos.

O peso do voto na bancada e na pauta

Uma votação desse tamanho aumenta o capital político da deputada dentro do PSOL e na disputa por espaço nas comissões da Câmara a partir de 2027. Para o Congresso, o resultado mantém a escala 6x1 como pauta com mandato eleitoral explícito, defendida pela parlamentar que mais recebeu votos entre as mulheres na história da Casa. Os números oficiais de São Paulo, com a totalização final do TSE, ainda precisam ser confirmados nas próximas horas.

MB

Repórter de Política e Economia do Real Nacional. Cobre Brasília, Congresso, tribunais, contas públicas e as eleições de 2026. Mais textos · Expediente · Política editorial

Leia também

O essencial de IA e poder no Brasil, toda manhã.

Uma leitura de 4 minutos com o que move Brasília, o mercado e a corrida da inteligência artificial. Sem ruído.