Levantamento da CNN Brasil aponta que, desde 1º de setembro, ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) produziram ao menos 44 despachos ou ofícios ligados ao caso Banco Master e às mensagens entre Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro. O presidente da Corte, Edson Fachin, concentrou 12 dessas movimentações, à frente de André Mendonça (9) e do próprio Moraes (8).
A sequência começou quando Mendonça retirou o sigilo do relatório da Polícia Federal (PF) com as conversas. Moraes reagiu pedindo investigação por improbidade. A disputa migrou para o acesso aos dados do celular de Vorcaro e para o levantamento de sigilos de dezenas de processos do Master. Após cobranças, Mendonça retirou o sigilo de ao menos 38 processos relacionados ao caso.
Fachin ganhou protagonismo após a briga pelo afastamento do diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues. No mesmo dia em que Flávio Dino derrubou a decisão de Mendonça, Fachin tirou Moraes da relatoria do inquérito das fake news e Mendonça do comando do processo sobre as mensagens. Depois pautou para 15 de setembro a análise de eventual investigação contra Moraes e marcou para 23 a discussão sobre a conduta de Mendonça.
Na sessão do dia 15, a Corte nem chegou ao mérito. Flávio Dino pediu vista e interrompeu a questão de ordem sobre julgar juntos os casos de Moraes e Mendonça. Com isso, o R7 registrou que o STF chegou a 151 processos suspensos por pedidos de vista, com prazo máximo de 90 dias para devolução automática ao plenário.
Cármen Lúcia, Kassio Nunes Marques e Dias Toffoli ficaram de fora da guerra de ofícios, segundo a CNN. Toffoli e Kassio já haviam se afastado do julgamento por suspeição e impedimento. Fachin também cancelou sessões seguintes sob temor de novos embates públicos entre ministros.



