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Fachin lidera guerra de 44 despachos no STF no caso Master

CNN conta 44 ofícios desde 1º de setembro. Presidente da Corte concentra 12. Mendonça vem em seguida com 9 e Moraes com 8 no rastro do Master.

Edson Fachin
Fachin concentra 12 dos 44 despachos na guerra interna do STF no caso Master. Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil / Wikimedia Commons (CC BY 3.0 br)

Levantamento da CNN Brasil aponta que, desde 1º de setembro, ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) produziram ao menos 44 despachos ou ofícios ligados ao caso Banco Master e às mensagens entre Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro. O presidente da Corte, Edson Fachin, concentrou 12 dessas movimentações, à frente de André Mendonça (9) e do próprio Moraes (8).

A sequência começou quando Mendonça retirou o sigilo do relatório da Polícia Federal (PF) com as conversas. Moraes reagiu pedindo investigação por improbidade. A disputa migrou para o acesso aos dados do celular de Vorcaro e para o levantamento de sigilos de dezenas de processos do Master. Após cobranças, Mendonça retirou o sigilo de ao menos 38 processos relacionados ao caso.

Fachin ganhou protagonismo após a briga pelo afastamento do diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues. No mesmo dia em que Flávio Dino derrubou a decisão de Mendonça, Fachin tirou Moraes da relatoria do inquérito das fake news e Mendonça do comando do processo sobre as mensagens. Depois pautou para 15 de setembro a análise de eventual investigação contra Moraes e marcou para 23 a discussão sobre a conduta de Mendonça.

Na sessão do dia 15, a Corte nem chegou ao mérito. Flávio Dino pediu vista e interrompeu a questão de ordem sobre julgar juntos os casos de Moraes e Mendonça. Com isso, o R7 registrou que o STF chegou a 151 processos suspensos por pedidos de vista, com prazo máximo de 90 dias para devolução automática ao plenário.

Cármen Lúcia, Kassio Nunes Marques e Dias Toffoli ficaram de fora da guerra de ofícios, segundo a CNN. Toffoli e Kassio já haviam se afastado do julgamento por suspeição e impedimento. Fachin também cancelou sessões seguintes sob temor de novos embates públicos entre ministros.

Fontes consultadas

MB

Repórter de Política e Economia do Real Nacional. Cobre Brasília, Congresso, tribunais, contas públicas e as eleições de 2026. Mais textos · Expediente · Política editorial

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