O presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, foi o único ministro da Corte a acompanhar o desfile cívico-militar de 7 de Setembro na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, nesta segunda-feira (7). A presença ganhou peso político porque ocorre no auge da crise aberta pelo caso Banco Master, que envolve os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça.
Segundo o Metrópoles e a Exame, Fachin chegou à tribuna de autoridades pela manhã e cumprimentou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). Também estavam o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), o vice Geraldo Alckmin e a primeira-dama Janja da Silva.
Ausência dos demais ministros
Moraes, Gilmar Mendes, Flávio Dino e Cristiano Zanin, nomes vistos como mais próximos do Planalto na Corte, não compareceram à solenidade. No ano passado, a Suprema Corte também havia evitado o desfile, então por causa do julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro. Desta vez, apenas o presidente do STF manteve a representação institucional.
Como presidente da Corte, Fachin oficiou Moraes, Mendonça, o procurador-geral Paulo Gonet e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, a prestarem esclarecimentos sobre os desdobramentos das mensagens do ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Na sexta-feira (4), ele já havia se encontrado com Lula em cerimônia no Palácio do Planalto.
Cerimônia sob cuidado eleitoral
O desfile começou por volta das 9h e terminou perto das 11h20, com a Esquadrilha da Fumaça. A Secom estimou cerca de 70 mil pessoas no evento. Os eixos temáticos foram soberania nacional, combate à violência contra meninas e mulheres e a Copa do Mundo Feminina de 2027.
O Planalto submeteu os preparativos à Advocacia-Geral da União para reduzir o risco de questionamento eleitoral. Lula não discursou na tribuna, em respeito ao defeso da campanha. Até o fechamento desta nota, Fachin seguia como a única presença confirmada do STF na solenidade.



