A consultoria Falconi investiu R$ 100 milhões em tecnologia e inteligência artificial entre 2022 e 2026, segundo reportagem publicada pela Exame nesta segunda-feira (5). De acordo com o texto, as vendas de soluções de IA da empresa cresceram 27,5% de 2024 para 2025 e saltaram 90% no primeiro trimestre de 2026, na comparação com o mesmo período de 2025.
A Exame apresenta as informações como relato institucional da consultoria, sem declarações atribuídas a executivos. Os números, portanto, partem da própria Falconi e não foram verificados por terceiros.
Vicente, a plataforma que guarda 40 anos de método
No centro da estratégia está a Vicente, plataforma proprietária batizada em homenagem a Vicente Falconi, fundador da empresa. Segundo a Exame, ela reúne mais de 40 anos de conhecimento acumulado em implementação de gestão e transformação, e funciona por linguagem natural. A plataforma também se conecta a outros sistemas de IA por meio do Model Context Protocol (MCP), padrão criado pela Anthropic.
A infraestrutura de IA tem o Google Cloud como base, em parceria iniciada em 2021. A Falconi licencia modelos da OpenAI, do Google (Gemini) e da Anthropic, e usa ainda AWS, Databricks e Microsoft Azure. A Celonis fornece mineração de dados e inteligência de processos, e a Universidade Federal de Goiás colabora no desenvolvimento de modelos de machine learning.
80% dos projetos já rodam com agentes
Segundo a reportagem, 80% dos projetos em andamento usam hiperautomação de processos com agentes de IA. A empresa afirma que os agentes servem para reduzir erro humano, acelerar os ciclos de transformação e agir sobre resultados em tempo real, com robôs supervisionados. Soluções de IA generativa já aparecem em todas as unidades de negócio, o que, de acordo com o texto, levou dois anos.
Nos Estados Unidos, a Falconi opera há menos de quatro anos e tem sede em Chicago. A Exame informa que a consultoria entrou na lista "America's Top Management Consulting Firms 2026", da Business Insider.
O que o aporte ainda não mostra ao cliente
Para quem contrata consultoria, a mudança está no que se compra: parte do trabalho que antes dependia de analistas passa a ser feita por agentes, com supervisão humana. A reportagem não informa preços das soluções, quantos clientes as usam nem o faturamento total da Falconi, o que impede medir o peso real do avanço de 90% no trimestre.
O texto também não detalha como os R$ 100 milhões se dividiram entre pessoas, licenças de modelos e infraestrutura. Sem essa divisão, não dá para saber se o retorno vem de ganho de produtividade nos projetos ou apenas da venda de um produto novo para a base de clientes existente.



