O candidato do PT ao governo de São Paulo, Fernando Haddad, disse nesta quarta (16) que, à primeira vista, não considera o pedido de vista do ministro Flávio Dino no STF uma medida protelatória para empurrar o caso Master para depois das eleições.
As declarações foram dadas em coletiva após agenda na capital paulista. Dino pediu vista na terça (15) e interrompeu a análise da petição que trata de conversas atribuídas ao ministro Alexandre de Moraes e ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
"À primeira vista eu não vejo isso como uma medida protelatória. E quero crer que não seja. Continuo acreditando que nós temos que aproveitar essas três semanas para tentar passar o País a limpo diante das informações já disponíveis e ainda não conhecidas do grande público", afirmou Haddad.
O petista reforçou que a transparência total é crucial para o eleitor votar com segurança no primeiro turno, marcado para 4 de outubro. Segundo ele, dados já apropriados pela Polícia Federal e presentes nos inquéritos deveriam ser públicos mesmo sem o ciclo investigativo fechado.
A posição contrasta com a de aliados como o senador Jaques Wagner (PT-BA), que defendeu deixar o embate sobre ministros do STF e o Master para depois do pleito, a fim de não contaminar a disputa.
Haddad já vinha cobrando o fim dos sigilos do caso Master nas últimas semanas. Nesta quarta, manteve o tom cauteloso diante da crise no Supremo, sem atacar ministros pelo nome, e insistiu em abrir as informações disponíveis antes das urnas.



