O ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal, negou nesta quinta (17) o pedido da Polícia Federal de busca e apreensão contra o candidato ao governo da Bahia ACM Neto (União Brasil), na 10ª fase da Operação Overclean.
A PF deflagrou a fase nesta manhã e cumpre 24 mandados em Minas Gerais, Bahia, São Paulo, Tocantins, Paraná e Espírito Santo. A investigação aponta suspeitas de fraudes em contratos da Secretaria Municipal de Educação de Belo Horizonte entre 2024 e 2025, com três contratos que somam mais de R$ 80 milhões.
Segundo a Folha e o Valor, o pedido contra ACM Neto havia sido formulado antes do período eleitoral. A PGR chegou a apresentar parecer favorável à medida, mas Kassio, relator da Overclean no STF, considerou insuficiente a base legal para autorizar a busca.
A apuração liga o candidato à indicação de Bruno Barral, ex-secretário de Educação de Belo Horizonte, alvo de buscas. A PF também mira o empresário José Marcos de Moura, conhecido como Rei do Lixo, e Alex Parente, em suspeitas de direcionamento de licitações, organização criminosa e lavagem de dinheiro.
Procurado pela assessoria nesta manhã, ACM Neto ainda não se manifestou sobre a decisão. Em sabatina na terça (15), o candidato havia dito que seu nome não figurava nas investigações da Overclean e que quem tiver culpa deve pagar.
A Overclean foi deflagrada em dezembro de 2024 e já atingiu prefeitos, deputados e servidores. Em fases anteriores, alcançou parentes do deputado Elmar Nascimento (União Brasil-BA) e os deputados Félix Mendonça (PDT-BA) e Dal Barreto (União Brasil-BA).



