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Itaú liga agentes de IA à Rede para fechar a compra dentro do chat, só com cartão de crédito

O Itaú Unibanco apresentou em 29 de setembro um sistema que traduz os protocolos dos agentes de IA para as interfaces de pagamento da Rede. Na estreia, só vale cartão de crédito.

Pessoa paga uma compra com cartão de crédito pelo celular
O Itaú Unibanco apresentou em 29 de setembro uma solução para receber pagamentos em conversas com agentes de IA. Foto: Pexels / Nataliya Vaitkevich

O Itaú Unibanco apresentou nesta terça-feira (29) uma solução para receber pagamentos dentro de conversas entre consumidores e agentes de inteligência artificial, segundo o Canaltech. A tecnologia foi desenvolvida por meio da Rede e mira o chamado comércio agêntico, em que a compra termina no próprio chatbot, sem que o cliente precise trocar de aplicativo.

De acordo com o banco, os agentes de IA já ajudam a pesquisar produtos, comparar opções e montar carrinhos. A conclusão da compra, por outro lado, ainda é um obstáculo nesse formato. É exatamente essa etapa que a novidade pretende resolver.

Um sistema que traduz protocolos

A solução é um sistema desenvolvido pelo Itaú que adapta os protocolos usados pelos agentes de IA às interfaces de pagamento da Rede. Na prática, uma empresa consegue se conectar a diferentes ambientes de IA sem montar uma integração de pagamento específica para cada agente.

Segundo o Let's Money, o diretor de Tecnologia do Itaú Unibanco, Adriano Tchen, afirmou que o banco desenvolve uma arquitetura preparada para conversar com diferentes agentes e protocolos, sem atrelar os clientes a uma única tecnologia. A plataforma também identifica o protocolo de origem de cada transação, o que permite rastrear por qual canal a venda chegou.

Na estreia, o meio de pagamento aceito é o cartão de crédito. Os dados do cartão digitados no chat são protegidos por tokenização, feita em integração com parceiros. O Canaltech informa que outros meios de pagamento estão previstos para o futuro. As fontes lidas não trazem datas para essa ampliação nem citam lojistas ou plataformas de IA que já operem com a ferramenta.

Por que o banco se move agora

Angelo Russomanno, diretor de Recebimentos e Adquirência do Itaú Unibanco, afirmou que os agentes de IA começam a mudar a forma como as pessoas descobrem produtos e fazem compras no ambiente digital. Segundo ele, o banco constrói a ponte para que os clientes possam oferecer pagamentos integrados.

O Let's Money cita projeções de terceiros para dimensionar o mercado: a McKinsey estima entre US$ 3 trilhões e US$ 5 trilhões em transações feitas por agentes até 2030, e a Accenture calcula que 30% do comércio online global será conduzido por eles nesse ano. São estimativas de consultorias, não dados do Itaú. Em 25 de setembro, o site Tiinside noticiou um relatório da Mastercard que prevê que uma em cada dez pessoas usará agentes de IA regularmente para comprar e pagar até 2030.

O movimento se soma a outra aposta recente do banco em IA, o ia.i, assistente de inteligência artificial lançado no aplicativo do Itaú para pessoas físicas, citado pelo Canaltech.

Quem ganha com a compra dentro do chat

Para o lojista, segundo o banco, o ganho está em estar presente onde a compra acontece, com potencial de aumentar a conversão, ampliar o alcance e capturar vendas nos canais digitais impulsionados por IA. Como a integração é única, a empresa não precisa refazer o trabalho a cada novo agente que surgir.

Para o consumidor, o Itaú descreve um processo mais fluido, com pesquisa, interação e pagamento no mesmo lugar. O teste do mercado virá com a entrada dos primeiros varejistas e com a inclusão de outros meios além do cartão de crédito.

CA

Repórter de Negócios do Real Nacional. Cobre empresas, fusões e aquisições, mercado de capitais e a economia real das companhias brasileiras. Mais textos · Expediente · Política editorial

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