Treze ministros aposentados e ex-presidentes do Supremo Tribunal Federal assinaram nesta terça-feira (8) uma carta ao presidente da Corte, Edson Fachin, pedindo a convocação urgente de sessão pública do plenário para determinar "imediata e rigorosa apuração" dos fatos que abalam a instituição. O documento, obtido pela CNN Brasil, lista Joaquim Barbosa, Rosa Weber, Celso de Mello, Ellen Gracie, Nelson Jobim, Ayres Britto e outros sete ex-magistrados.
Os signatários classificam o momento como a "mais aguda crise" da história do STF e dizem ter "plena confiança na seriedade, discernimento e firmeza" de Fachin. Pedem que o Tribunal Pleno determine a apuração "sob o devido processo legal" dos "gravíssimos fatos cuja divulgação vem comprometendo o prestígio e a autoridade" da Corte, a confiança do povo e a estabilidade das instituições.
Sem citar Moraes nem Mendonça
O texto não nomeia Alexandre de Moraes nem André Mendonça, pivôs do embate aberto após a divulgação do relatório da Polícia Federal sobre mensagens do ex-banqueiro Daniel Vorcaro. A crise também alcança o procurador-geral Paulo Gonet e o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues. Fachin deu prazo de cinco dias úteis para os envolvidos se manifestarem antes de definir os próximos passos.
Pressão dos aposentados cresce
A carta chega depois de o ministro aposentado Marco Aurélio Mello afirmar à CNN que ficou "atônito" com o pedido de nulidade do relatório da PF feito por Gonet e cobrar esclarecimentos à sociedade. Fachin também adiou o encontro marcado com a OAB Nacional para tratar da crise, sem nova data definida.



