O candidato ao Senado por São Paulo Guilherme Derrite (PP) afirmou ao jornal O Globo que dará mais ênfase à crise no Supremo Tribunal Federal e que votará a favor do afastamento de ministros da Corte. A declaração veio nesta semana, depois da divulgação de conversas do ministro Alexandre de Moraes com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, e em meio a um empate técnico no topo da corrida paulista.
A Quaest mais recente aponta Derrite com 12% das intenções de voto ao Senado em São Paulo, no mesmo patamar de Marina Silva (Rede) e um ponto à frente de Simone Tebet (PSB), com 11%. André do Prado (PL) marca 7% e Ricardo Salles (Novo), 4%. Cerca de 27% dos eleitores ainda estão indecisos sobre as duas vagas.
Pressão da direita e resposta da esquerda
Ex-secretário de Segurança Pública de São Paulo e aliado do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), Derrite disse ao O Globo que não viu as candidatas de esquerda se posicionarem favoravelmente ao impeachment de ministros e que o Senado "tem que se posicionar frente aos abusos". Tebet e Marina gravaram vídeos pedindo continuidade das investigações; Tebet cobrou abertura de inquérito contra Moraes mediante autorização do plenário do STF e derrubada de sigilos.
Presença no culto com Tarcísio
No 7 de Setembro, Derrite integrou a comitiva de Tarcísio e de Flávio Bolsonaro (PL) em culto na Igreja Mundial do Poder de Deus, no Brás, em São Paulo, ao lado de André do Prado. À tarde, a direita concentrou forças no ato da Avenida Paulista. A leitura nas campanhas é que o noticiário do STF pode reabrir a disputa senatorial, historicamente decidida tarde pelo eleitor.



