quarta-feira, 14 de outubro de 2026 · Edição diária

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JPMorgan veta agentes de IA em contas de clientes e testa o seu próprio para pagamentos

Jamie Dimon disse na terça-feira (13) que nenhum agente autônomo externo mexerá nas contas do banco. Hoje eles só leem dados como o saldo, enquanto o Smart Cash, do próprio JPMorgan, fará pagamentos e transferências.

Placa do JPMorgan Chase na sede do banco em Nova York
Sede do JPMorgan Chase em Nova York, em imagem de setembro de 2025 (Reuters/Shannon Stapleton). Foto: World Economic Forum / Wikimedia Commons (CC BY-SA 2.0)

O JPMorgan Chase não vai permitir que agentes de inteligência artificial de terceiros acessem contas de clientes nem executem ações em nome deles. A posição foi apresentada por Jamie Dimon, presidente do conselho e CEO do banco, na conferência de resultados trimestrais de terça-feira (13), segundo a CNN Brasil.

Dimon justificou o veto pelo risco para empresas e usuários. Para ele, o perigo está na escala: o executivo disse que ninguém quer agentes fora de controle e que eles podem se contar aos milhares.

Leitura liberada, ação bloqueada

Hoje, de acordo com a reportagem, os agentes de IA podem ver alguns dados do cliente, como o saldo, apenas em modo de leitura. Não podem fazer transferências nem pagamentos. É essa a linha que o banco pretende manter.

Dimon citou como exemplo o Muse, agente da Meta que navega por sites e conclui tarefas de forma autônoma, como fazer compras e enviar e-mails. Segundo o CEO, a posição do banco não é a favor nem contra a tecnologia, e sim garantir que ela atenda os clientes com segurança.

Ele também defendeu que as pessoas respondam pelos próprios agentes. Quem usa esse tipo de ferramenta, afirmou, precisa entender o risco, porque há uma transferência de responsabilidade do banco para o usuário.

O banco cobra pelo acesso e prepara o seu agente

A decisão tem antecedente. No ano passado, o JPMorgan entrou em disputa com fintechs sobre o acesso a dados de clientes e, depois disso, passou a cobrar das empresas que querem usar essas informações.

Ao mesmo tempo em que fecha a porta para agentes externos, o banco desenvolve o Smart Cash, um agente próprio capaz de fazer pagamentos e transferências entre contas. A CNN Brasil informa que, no futuro, a ferramenta deve prever necessidades de fluxo de caixa e montar o orçamento automaticamente.

Quem fica com a responsabilidade

Na prática, o cliente do JPMorgan que quiser delegar compras ou pagamentos a um assistente de IA de outra empresa não poderá fazê-lo dentro das contas do banco. A automação financeira ficará, por ora, restrita ao agente que o próprio banco construir, o que mantém a custódia dos dados e das operações dentro da instituição.

A matéria não informa prazo para o lançamento do Smart Cash nem se a regra de leitura será revista. Também não detalha como o banco tratará clientes que já usam agentes de terceiros para consultar saldo.

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Repórter de Tecnologia e Inteligência Artificial do Real Nacional. Cobre inteligência artificial, infraestrutura digital, regulação de tecnologia e as empresas que constroem a IA no Brasil. Mais textos · Expediente · Política editorial

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