A Bolsa da Coreia do Sul fechou em queda de 5,46% nesta terça-feira (13), aos 6.035,35 pontos, em um pregão em que o Kospi chegou a recuar mais de 7%, segundo a CNN Brasil, com informações do Estadão Conteúdo. Foi a primeira vez desde o fim de julho que o índice ficou abaixo dos 6.000 pontos durante a sessão.
A Korea Exchange chegou a interromper temporariamente as negociações para conter a volatilidade excessiva. Segundo a reportagem, a medida não era acionada desde as turbulências de junho e julho.
Samsung e SK Hynix lideram as perdas
As maiores quedas ficaram com as duas fabricantes de memória do país. A SK Hynix perdeu 10,1%, e a Samsung Electronics recuou 7,4%. Como as duas têm peso elevado no índice, a liquidação de ações de semicondutores arrastou o Kospi inteiro.
O gatilho foi a preocupação dos investidores com a concorrência de fabricantes chinesas de chips, entre elas a ChangXin Memory Technologies (CXMT). No fim de semana, a empresa apresentou uma nova arquitetura de chip que reduz a área da célula em cerca de 30%. Segundo a reportagem, a CXMT planeja lançar um produto baseado nessa tecnologia até o fim de 2026.
A analista Kim Yun-jeong, da LS Securities, afirmou que as ações de IA e de tecnologia, incluindo as de memória, recuaram por causa dos avanços da CXMT em DRAM. O movimento também seguiu as perdas das empresas americanas de chips no pregão anterior.
O resto da Ásia fechou sem direção
Fora da Coreia, o dia foi misto. O Nikkei, de Tóquio, caiu 1,82%, a 67.777,52 pontos, na volta de um feriado. A SoftBank perdeu 8,5% e a Tokyo Electron, 7,2%. Em Taiwan, o Taiex recuou 1,95%, a 48.341,31 pontos, com a TSMC em baixa de 2% em Taipé.
Na China, os índices fecharam levemente no azul: o Xangai Composto subiu 0,10%, a 3.800,86 pontos, e o Shenzhen Composto avançou 0,08%, a 2.329,11. Em Hong Kong, o Hang Seng ganhou 0,30%, a 24.345,22 pontos. Na Austrália, o S&P/ASX 200 ficou estável, em 8.783,90.
Por que o dado importa fora da Ásia
Samsung, SK Hynix e TSMC são fornecedoras centrais da cadeia de chips que sustenta os investimentos em data centers e modelos de IA. Uma queda de 10% em uma delas em um único pregão mostra o quanto o preço dessas ações depende da expectativa de que a vantagem tecnológica atual se mantenha.
Para o investidor brasileiro, o efeito mais direto passa pelos fundos e BDRs ligados a semicondutores e pelo apetite global por risco, que costuma influenciar o dólar e a Bolsa local na abertura. A reportagem não detalha reflexos no Brasil; o que está confirmado é o tamanho do tombo coreano e a sua causa apontada por analistas, a pressão da CXMT sobre o mercado de DRAM.



