A Mecka AI, startup que coleta e analisa movimento humano para treinar robô humanoide, está perto de uma nova rodada liderada pela Sequoia Capital, de Roelof Botha, com avaliação de cerca de US$ 500 milhões. O TechCrunch publicou na sexta (11), às 15h58 PDT, com duas pessoas a par do negócio. Os termos ainda podem mudar. A casa não comentou. A Sequoia recusou comentar. A cobertura segue no ar neste sábado (12).
A captação chega três meses depois de a Mecka anunciar US$ 60 milhões, rodada liderada pela Framework Ventures, com Menlo Ventures, SV Angel e Kindred Ventures. O tamanho exato da nova fatia não vazou. A startup tem dois anos. Foi fundada em 2024 por quatro empreendedores: os canadenses Josh Gao e Mogen Cheng, que já tinham uma fintech de restaurante, Jason Chong, que entrou na Coinbase depois da compra da exchange dele, e Duy Nguyen, o único não canadense, de operações.
Nenhum dos quatro veio da robótica. Viram o gargalo: falta dado do mundo físico. Capturar interação real trava o robô de uso geral, inclusive o humanoide. O nome Mecka vem de mecha, o robô gigante de ficção controlado por humano. A tese é fazer na robótica o que Scale AI, Mercor e Surge fizeram no modelo de linguagem: pagar gente para gravar tarefa cotidiana, fazer café, consertar carro, com sensor no corpo e celular.
No começo de junho, Gao disse à Fortune que a casa projetava encerrar 2026 com run rate anual de US$ 100 milhões. A lista de clientes não é pública. Labs de IA e empresas de robótica usam esse recorte egocêntrico, junto com teleoperação, para treinar o modelo. No mesmo mercado, a XDOF negociava Series B a US$ 1,2 bilhão, segundo o TechCrunch da semana passada. Scale AI e Micro1 também avançam para dado físico.
O recado da Sequoia é o mesmo da corrida de GPU: quem treina o próximo modelo precisa de dado. No texto, o dado deixou de ser só token. Passou a ser o corpo humano fazendo café.



