O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) consta como investigado no inquérito da Polícia Federal sobre o financiamento do filme Dark Horse, cinebiografia de Jair Bolsonaro. A informação saiu nesta sexta-feira (11), às 8h39, no G1, com Márcio Falcão, Camila Bomfim, Isabela Camargo e Ana Flávia Castro. O nome veio à tona depois que André Mendonça, relator no STF, levantou o sigilo a pedido de Edson Fachin.
A PF apura lavagem de dinheiro, evasão de divisas, corrupção e outros crimes que teriam sido praticados, em tese, por Flávio no financiamento do filme junto a Daniel Vorcaro, dono do extinto Banco Master. O inquérito foi aberto em julho, com aval de Mendonça. A PGR foi consultada e não se opôs. O ministro mandou a PF fazer as diligências que não dependem de autorização judicial.
Há dois inquéritos no Supremo. No de Mendonça, o que agora cita Flávio, a PF rastreia os repasses de Vorcaro: origem, valor, destino. Investigadores suspeitam que parte do dinheiro não foi para o filme. No de Flávio Dino, a apuração é se a produtora Go Up Entertainment usou emendas parlamentares. Foi esse o eixo da Operação Make Up de quinta (10), com 49 mandados contra Mario Frias (PL-RJ) e Karina Ferreira da Gama.
Três frentes, um filme
Em São Paulo, a Polícia Civil investiga um contrato de mais de R$ 150 milhões da Go Up com a prefeitura para wi-fi na periferia. O serviço não foi cumprido por inteiro. Há suspeita de desvio. Dino, na Make Up, proibiu Frias de deixar o país e de falar com os demais investigados.
Flávio já tinha intermediado Vorcaro no filme. Agora o próprio candidato está na lista da PF, a 23 dias do primeiro turno. O inquérito de julho deixou de ser secreto nesta sexta. A campanha terá de explicar o financiamento na reta final.
O que muda na disputa
Até ontem, Dark Horse era emenda de Frias e operação da PF. Hoje o alvo tem nome de urna. Mendonça autorizou. Fachin tirou o sigilo. A PGR não barrou. O relógio eleitoral não espera o inquérito acabar.



