O ministro André Mendonça determinou o levantamento do sigilo das principais investigações do Banco Master no Supremo Tribunal Federal. O despacho saiu na noite de quinta (10) e o G1 atualizou nesta sexta-feira (11). A medida atende a pedido formal de Edson Fachin, presidente da Corte, horas antes. A PET 15.556, o inquérito-mãe, e 14 procedimentos ligados a ela deixam de ser secretos.
Mendonça escreveu: "Em harmonia à solicitação formulada pelo eminente Presidente, Ministro Edson Fachin, promovo o levantamento do sigilo dos autos da PET nº 15.556 e dos procedimentos contidos ou relacionados". Cópias integrais seguem em HD próprio à presidência e aos demais gabinetes.
A lista inclui os Inquéritos 5.026 e 5.035, a Reclamação 88.121 e as Petições 15.198, 15.478, 15.504, 15.562, 15.563, 15.693, 15.976, 15.977, 15.978, 16.019 e 16.662. Fachin ressalvou só diligências cuja divulgação pudesse quebrar medidas futuras.
Plenário na terça, 15
A sessão extraordinária de 15 de setembro vai julgar o relatório da Polícia Federal que apontou conversas entre Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro, dono do Master. Os ministros decidem se anulam a inclusão de Moraes nas apurações, pedido da PGR, e se abrem investigação contra o colega. Sem os autos abertos, o plenário votaria no escuro.
O blog da Andréia Sadi informou que Fachin combinou a derrubada do sigilo com o relator. Não há hierarquia entre ministros nas decisões judiciais. Por isso o pedido precisava do sim de Mendonça.
A crise que chegou ao colegiado
A tensão Mendonça-Moraes estourou depois do relatório da PF. Parte da Corte queria discussão colegiada sobre apurar um integrante. Fachin passou a quinta em reuniões sobre o rito da sessão. Com o sigilo caído, cada gabinete lê o Master inteiro antes de votar se investiga Moraes.



