A Petrobras recuou na madrugada desta quinta-feira (10) do aumento extra de R$ 0,19 por litro da gasolina que havia anunciado quatro horas antes. Fica só o acréscimo de R$ 0,44, fim do desconto bancado pelo governo. O preço médio cobrado das distribuidoras vai a R$ 3,05, e não a R$ 3,24. O Poder360 publicou a correção com o comunicado da estatal.
Até quarta (9), com o desconto de R$ 0,44, o litro saía a R$ 2,61. A MP 1.358 de 2026, que criou a subvenção, perdeu a validade ontem. O governo trocou o benefício por um corte de R$ 0,63 no PIS/Pasep e na Cofins, Decreto 13.116, carga de R$ 0,16 por litro de 10 de setembro a 9 de outubro.
Horas depois do decreto, a Petrobras disse que subiria R$ 0,63: R$ 0,44 do desconto que acaba mais R$ 0,19 de reajuste. Na prática, anulava a desoneração. Na madrugada, tirou o extra. A companhia tratou o recuo como “correção” de um erro de comunicação.
O que sobra na bomba
O corte de R$ 0,63 nos tributos supera os R$ 0,44 que a Petrobras devolveu. O efeito líquido para as distribuidoras é uma queda de R$ 0,19 no preço com tributos. A bomba não é automática: entra etanol anidro, ICMS, frete e margem de revenda.
A frase do comunicado: “Diferentemente do informado anteriormente, a alteração no preço da gasolina da Petrobras nos pontos de venda corresponderá apenas à suspensão do desconto.” Sob Magda Chambriard, a estatal não explicou o recuo além do “erro”.
Diesel ainda no papel
O governo anunciou ontem uma medida provisória com subvenção nova ao diesel. O texto ainda não saiu no Diário Oficial. A Petrobras disse que espera a publicação para avaliar e aplicar o benefício.



