A candidata ao Senado pelo Distrito Federal Michelle Bolsonaro (PL) criticou nesta segunda-feira (21) a proibição de usar fotos e vídeos do marido, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), em propaganda eleitoral. Em vídeo no Instagram, ela aparece cobrindo o rosto dele em uma foto e diz que foi proibida de mostrar a imagem do marido na campanha.
A publicação veio depois que o Tribunal Regional Eleitoral do DF determinou, na quinta-feira (17), a suspensão imediata de uma peça da campanha dela. A representação partiu da também candidata ao Senado Erika Kokay (PT). O juiz auxiliar Rafael Moreira Mota entendeu que a combinação de fotos do casal com uma declaração atribuída a Bolsonaro sobre uma "missão" transmitia ao eleitor a ideia de apoio do ex-presidente à candidatura.
A restrição também remete à decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF, de 17 de julho, que suspendeu por 90 dias manifestações político-eleitorais envolvendo Bolsonaro, inclusive por terceiros. No vídeo, Michelle afirma que dói esconder o rosto do marido e que uma sentença não apaga o que o casal viveu nem o que ele fez pelo país.
A defesa da candidata já recorreu da suspensão no TRE-DF e aguarda nova análise. Bolsonaro cumpre pena pela tentativa de golpe de Estado e está em prisão domiciliar humanitária, com visitas limitadas. O prazo de 90 dias da medida do STF cobre o período eleitoral em curso.



