terça-feira, 22 de setembro de 2026 · Edição diária

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Michelle critica veto à imagem de Bolsonaro e tapa o rosto do marido

Depois que o TRE-DF suspendeu propaganda com fotos do ex-presidente, a candidata ao Senado pelo DF publicou vídeo em que cobre o rosto do marido e diz que a medida tenta apagar a história do casal.

Michelle Bolsonaro, candidata do PL ao Senado pelo Distrito Federal
Michelle Bolsonaro; após o TRE-DF suspender propaganda com o ex-presidente, a candidata criticou o veto à imagem do marido. Foto: Isac Nobrega/PR / Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

A candidata ao Senado pelo Distrito Federal Michelle Bolsonaro (PL) criticou nesta segunda-feira (21) a proibição de usar fotos e vídeos do marido, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), em propaganda eleitoral. Em vídeo no Instagram, ela aparece cobrindo o rosto dele em uma foto e diz que foi proibida de mostrar a imagem do marido na campanha.

A publicação veio depois que o Tribunal Regional Eleitoral do DF determinou, na quinta-feira (17), a suspensão imediata de uma peça da campanha dela. A representação partiu da também candidata ao Senado Erika Kokay (PT). O juiz auxiliar Rafael Moreira Mota entendeu que a combinação de fotos do casal com uma declaração atribuída a Bolsonaro sobre uma "missão" transmitia ao eleitor a ideia de apoio do ex-presidente à candidatura.

A restrição também remete à decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF, de 17 de julho, que suspendeu por 90 dias manifestações político-eleitorais envolvendo Bolsonaro, inclusive por terceiros. No vídeo, Michelle afirma que dói esconder o rosto do marido e que uma sentença não apaga o que o casal viveu nem o que ele fez pelo país.

A defesa da candidata já recorreu da suspensão no TRE-DF e aguarda nova análise. Bolsonaro cumpre pena pela tentativa de golpe de Estado e está em prisão domiciliar humanitária, com visitas limitadas. O prazo de 90 dias da medida do STF cobre o período eleitoral em curso.

Fontes consultadas

MB

Repórter de Política e Economia do Real Nacional. Cobre Brasília, Congresso, tribunais, contas públicas e as eleições de 2026. Mais textos · Expediente · Política editorial

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