segunda-feira, 28 de setembro de 2026 · Edição diária

Inteligência artificial · Política · Poder econômico

Nvidia aprova aumento recorde de US$ 150 bilhões em recompra e supera marca da Apple

A fabricante de chips ampliou nesta segunda-feira (28) seu programa de recompra de ações para US$ 235 bilhões, valor que supera o recorde anterior, de US$ 110 bilhões, mantido pela Apple desde 2024.

Jensen Huang, CEO da Nvidia
Jensen Huang comanda a Nvidia, que anunciou o maior programa de recompra de ações da história das empresas dos Estados Unidos. Foto: Anderseidesvik / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

A Nvidia elevou nesta segunda-feira, 28 de setembro, seu programa de recompra de ações em US$ 150 bilhões, segundo informou o NeoFeed. Com o reforço, o total autorizado pela fabricante de chips soma US$ 235 bilhões, o maior programa de recompra já registrado por uma companhia americana. A decisão partiu do conselho de administração da empresa, principal fornecedora de chips usados para treinar modelos de inteligência artificial em todo o mundo.

O valor ultrapassa o recorde anterior, da Apple, que havia autorizado US$ 110 bilhões em recompra de ações em 2024, de acordo com o NeoFeed e o InfoMoney. A Nvidia soma hoje valor de mercado de US$ 5,57 trilhões e abriu o pregão desta segunda-feira em alta, cotada a US$ 231,21 por ação, segundo o NeoFeed. As ações da companhia acumulam alta superior a 20% em 2026.

O CEO Jensen Huang afirmou, em declaração citada pelo NeoFeed e pelo InfoMoney, que a geração de caixa da empresa permite investir nas tecnologias por trás dessa transformação e, ao mesmo tempo, devolver capital aos acionistas.

O salto de receita por trás da decisão

O programa recorde vem na esteira de um resultado trimestral que confirma a posição da Nvidia como maior fornecedora de hardware para inteligência artificial do mundo. No segundo trimestre fiscal, a receita da empresa somou US$ 96,2 bilhões, alta de 106% ante igual período do ano anterior, segundo dados citados pelo NeoFeed.

No mesmo período, a empresa já havia devolvido US$ 26 bilhões aos acionistas em dividendos e recompras, e mantinha caixa disponível de US$ 99 bilhões. Essa reserva financeira sustenta tanto o novo programa quanto investimentos fora do núcleo de chips, caso da compra da Hugging Face por US$ 12,9 bilhões, segundo o NeoFeed.

Como fica o cronograma até 2028

A Nvidia prevê concluir o programa ampliado até o fim do exercício fiscal de 2028, período em que projeta crescimento de receita de cerca de 70%, segundo o InfoMoney. A empresa mantém ainda uma carteira de investimentos em 13 companhias de capital aberto e 229 empresas privadas, da qual diz ter obtido retorno superior a três vezes o valor aplicado nos desinvestimentos já concluídos, de acordo com o NeoFeed.

O efeito no preço de cada ação

Um programa de recompra reduz o número de ações em circulação, o que tende a elevar o lucro por ação e sustentar o preço do papel na bolsa, sem garantia de valorização futura. Para quem já tem posição na Nvidia, o efeito prático é uma fatia maior da empresa por ação, já que parte dos papéis em mercado sai de circulação. Para o mercado, o movimento indica que a companhia projeta manter a demanda por seus chips em alta pelo menos até 2028, prazo em que planeja concluir as compras.

CA

Repórter de Negócios do Real Nacional. Cobre empresas, fusões e aquisições, mercado de capitais e a economia real das companhias brasileiras. Mais textos · Expediente · Política editorial

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