A OpenAI, de Sam Altman, travou nesta quinta-feira (10) as novas assinaturas do ChatGPT Pro, o plano de US$ 200 por mês. O anúncio saiu no X por Thibault Sottiaux, o chefe de produto de Codex e ChatGPT, e foi repercutido pelo TechCrunch às 13h59 PDT. Motivo: o Astra, modelo mais potente da casa, está puxando a infraestrutura além do que o laboratório aguenta.
Sottiaux foi explícito. O Pro é a faixa que mais aperta os servidores, então as adesões novas dessa faixa saem do ar enquanto a empresa soma capacidade. Go, Plus e a API continuam à venda. "Quisemos o menor passo que ainda deixa o acesso o mais amplo possível", escreveu. Não disse até quando o cadeado fica, nem quanta gente bate na porta por dia.
Na quarta, o mesmo executivo já tinha avisado. A demanda pelo Astra, segundo ele, não tem precedente na história recente da OpenAI, mesmo depois de fases de crescimento muito íngreme. A prioridade, repetiu, é o serviço de quem já paga. Se a fila não ceder, o Pro novo seria o primeiro a sair. Nesta quinta, saiu.
O Astra entrou em 3 de setembro e foi sendo liberado em Pro, Plus, Enterprise e contas Business. A casa vendeu o modelo como salto em raciocínio, código e uso do computador, e chegou a falar em "era da AGI". O discurso aqueceu a procura. Em agosto a empresa ainda subia o teto de uso do Codex. Agora o gargalo mudou de lugar: não é o limite do usuário, é o teto da máquina.
Altman passa o mês apagando incêndio de rollout. O Astra já tinha saído aos trancos para quem paga. Travar o plano mais caro é o recado contrário ao marketing de superinteligência: o produto que a empresa chama de salto geracional não cabe, por enquanto, em todo mundo que quer pagar US$ 200 para usá-lo.



