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Datafolha e Quaest divergem sobre quem lidera o Senado em SP, RJ, MG e PE a três dias da eleição

Levantamentos divulgados nesta quinta-feira (1º) mostram empates técnicos pelas vagas ao Senado em São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Pernambuco, com Datafolha e Quaest indicando líderes diferentes em Minas Gerais a três dias do primeiro turno.

Fachada do Congresso Nacional em Brasília, sede do Senado Federal
Congresso Nacional, em Brasília: oito cadeiras do Senado estão em disputa em São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Pernambuco. Foto: Pexels

Pesquisas Datafolha e Quaest divulgadas nesta quinta-feira (1º) mostram que a disputa pelas duas vagas ao Senado segue indefinida em São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Pernambuco, os quatro estados que concentram a maior fatia do eleitorado do país, a três dias do primeiro turno das eleições de 2026, segundo o jornal O Globo.

Nas eleições deste ano, duas das três cadeiras de cada estado no Senado serão renovadas, e cada eleitor pode escolher dois candidatos diferentes. Se o mesmo número for digitado duas vezes, o segundo voto é anulado, regra que explica por que as pesquisas de intenção de voto ao cargo somam mais de 100% quando os percentuais são colocados lado a lado.

São Paulo tem líder diferente em cada instituto

No Datafolha, feito entre 28 e 30 de setembro com 1.610 eleitores, a corrida paulista aparece embolada: Marina Silva (Rede) tem 16%, André do Prado (PL) soma 15%, Simone Tebet (PSB) também tem 15% e Guilherme Derrite (PP) marca 14%, diferença dentro da margem de erro de dois pontos. A Quaest, ouvida entre 25 e 28 de setembro, mostra outro quadro: Derrite lidera com 18%, seguido por Tebet e Marina Silva, ambas com 15%, e André do Prado com 12%.

O Datafolha ainda registra 2% de intenção de voto para Ricardo Salles (Novo), que anunciou a desistência da candidatura em 28 de setembro, depois do fechamento do cadastro da pesquisa na Justiça Eleitoral. Pela legislação eleitoral, o nome permanece na lista mesmo após a retirada formal.

Pernambuco e Rio têm margens apertadas

Em Pernambuco, Datafolha e Quaest mostram Marília Arraes (PDT) e Humberto Costa (PT) empatados em 19%, com Mendonça Filho (PL) e Eduardo da Fonte (PP) na sequência. No Rio de Janeiro, o Datafolha dá vantagem a Benedita da Silva (PT), com 19%, enquanto Carlos Jordy (PL) e Carlos Portinho (PL) aparecem empatados em 13% cada. Na Quaest fluminense, a distância cai: Benedita tem 15%, e a dupla do PL soma o mesmo percentual.

Minas Gerais inverte o favorito entre os institutos

Minas Gerais é o estado em que os dois institutos mais divergem. O Datafolha, ouvido entre 28 de setembro e 1º de outubro, aponta Marília Campos (PT) na frente com 13%, contra 11% de Carlos Viana (PSD) e também 11% de Aécio Neves (PSDB); Domingos Sávio (PL) aparece em quarto, com 9%. Já a Quaest, pesquisa anterior divulgada em 29 de setembro, colocava Sávio à frente, com 14%, seguido por Campos (13%), Viana (12%) e Aécio (12%). A diferença entre os dois levantamentos está dentro da margem de erro de três pontos percentuais informada por ambos os institutos.

Por que essas cadeiras pesam no Congresso

As oito vagas em disputa nesses quatro estados equivalem a quase um terço das 27 cadeiras que serão decididas no país em 2026 e vão compor a bancada que o próximo governo federal vai precisar negociar para aprovar pauta econômica, como a regulamentação da reforma tributária e o orçamento de 2027. Com taxas de indecisão que vão de 9% a 23% do eleitorado, segundo os próprios institutos, e margens de erro de até três pontos percentuais, o resultado das quatro disputas só deve ficar definido depois da apuração de domingo (4).

MB

Repórter de Política e Economia do Real Nacional. Cobre Brasília, Congresso, tribunais, contas públicas e as eleições de 2026. Mais textos · Expediente · Política editorial

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