O PT decidiu nesta quinta-feira (10) defender mandato para ministros de Tribunais Superiores. O anúncio veio do presidente nacional da sigla, Edinho Silva, após reunião da Executiva em Brasília. O g1 publicou a decisão no fim da noite. Edinho disse que o partido ainda não fechou o prazo nem o desenho do mandato, mas que a discussão precisa acontecer.
"Nós não estamos utilizando a crise do Supremo de forma oportunista para enfraquecer o Poder Judiciário. Ao contrário, nós queremos fortalecer o Poder Judiciário. Nós sabemos que não há democracia sólida com Judiciário fraco", afirmou.
A ideia já circulava em setores do PT. Não fazia parte das pautas oficiais da Executiva. A crise no STF mudou a posição da direção. Na quarta (9), o presidente da Corte, Edson Fachin, convocou plenário para terça (15) sobre o relatório da PF pedido por André Mendonça, que aponta suposta relação entre Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Moraes, em contrapartida, apontou indícios de atuação parcial de Mendonça como relator do Master.
Sigilo, CNJ e campanha
O PT, como o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, defende a quebra completa do sigilo das investigações. A Executiva também quer mais vagas da sociedade civil no Conselho Nacional de Justiça para fiscalizar ministros.
A reunião tratou da campanha de reeleição. Lula não esteve presente, mas ligou para Edinho durante as definições, segundo o g1. O partido quer ser mais enfático em segurança pública e nas reformas do Judiciário e da política. O ministro José Guimarães falou em "radicalismo que a conjuntura exige". Edinho disse que a comunicação ainda vai ser alinhada com a campanha.



