O PT protocolou duas petições no Supremo Tribunal Federal pedindo a retirada do sigilo das investigações do Banco Master. Os papéis foram a André Mendonça e a Flávio Dino. O Poder360 publicou nesta quinta-feira (10), às 11h27, com Lara Brito, de Brasília.
O partido fala em "vazamentos seletivos" e "publicidade em mosaico": recortes chegam ao noticiário, os autos principais continuam fechados. Internamente, petistas ligam a condução de Mendonça à permanência em sigilo do que envolve Flávio Bolsonaro (PL), enquanto peças que atingem adversários do senador vazam. O efeito, dizem, é eleitoral. O primeiro turno é em 4 de outubro.
A Mendonça, o PT pediu a abertura de nove processos, o miolo do caso: Dark Horse, INSS e Master. A Dino, quatro, mais enxutos: prisão de Daniel Vorcaro e a compra do banco pelo BRB. Nos dois textos, dados pessoais, diligências em curso e delações premiadas seguiriam protegidos.
Lula na mesma tecla
No mesmo ciclo, Luiz Inácio Lula da Silva cobrou a abertura de todos os sigilos do Master e chamou o caso de maior crime financeiro da história do país. A campanha quer o dossiê completo na mesa, não o vazamento de um lado só.
Os advogados do PT citam o precedente da operação Spoofing. Em 2020, Ricardo Lewandowski deu à defesa de Lula acesso às mensagens de Sergio Moro com procuradores da Lava Jato. A Segunda Turma entendeu que diálogo de função pública não se esconde atrás de sigilo.
O que muda se o STF topar
A publicidade vira regra, o vazamento perde o monopólio da narrativa. Mendonça e Dino passam a decidir, cada um no seu lote, se o eleitor vê o Master inteiro ou só o mosaico. O relógio da campanha não espera.



