quinta-feira, 10 de setembro de 2026 · Edição diária

Inteligência artificial · Política · Poder econômico

PT pede ao STF quebra de sigilo no Master e cita vazamento seletivo

Duas petições, uma a André Mendonça e outra a Flávio Dino, pedem abertura dos autos. O partido fala em publicidade em mosaico e efeito eleitoral a 24 dias do primeiro turno.

Luiz Inácio Lula da Silva, presidente da República, de terno, em cerimônia no Palácio do Planalto
Lula e o PT cobram a abertura dos sigilos do caso Master. O partido protocolou nesta quinta (10) petições a Mendonça e a Dino. Foto: Ricardo Stuckert / Presidência da República

O PT protocolou duas petições no Supremo Tribunal Federal pedindo a retirada do sigilo das investigações do Banco Master. Os papéis foram a André Mendonça e a Flávio Dino. O Poder360 publicou nesta quinta-feira (10), às 11h27, com Lara Brito, de Brasília.

O partido fala em "vazamentos seletivos" e "publicidade em mosaico": recortes chegam ao noticiário, os autos principais continuam fechados. Internamente, petistas ligam a condução de Mendonça à permanência em sigilo do que envolve Flávio Bolsonaro (PL), enquanto peças que atingem adversários do senador vazam. O efeito, dizem, é eleitoral. O primeiro turno é em 4 de outubro.

A Mendonça, o PT pediu a abertura de nove processos, o miolo do caso: Dark Horse, INSS e Master. A Dino, quatro, mais enxutos: prisão de Daniel Vorcaro e a compra do banco pelo BRB. Nos dois textos, dados pessoais, diligências em curso e delações premiadas seguiriam protegidos.

Lula na mesma tecla

No mesmo ciclo, Luiz Inácio Lula da Silva cobrou a abertura de todos os sigilos do Master e chamou o caso de maior crime financeiro da história do país. A campanha quer o dossiê completo na mesa, não o vazamento de um lado só.

Os advogados do PT citam o precedente da operação Spoofing. Em 2020, Ricardo Lewandowski deu à defesa de Lula acesso às mensagens de Sergio Moro com procuradores da Lava Jato. A Segunda Turma entendeu que diálogo de função pública não se esconde atrás de sigilo.

O que muda se o STF topar

A publicidade vira regra, o vazamento perde o monopólio da narrativa. Mendonça e Dino passam a decidir, cada um no seu lote, se o eleitor vê o Master inteiro ou só o mosaico. O relógio da campanha não espera.

MB

Repórter de Política e Economia do Real Nacional. Cobre Brasília, Congresso, tribunais, contas públicas e as eleições de 2026. Mais textos · Expediente · Política editorial

Leia também

O essencial de IA e poder no Brasil, toda manhã.

Uma leitura de 4 minutos com o que move Brasília, o mercado e a corrida da inteligência artificial. Sem ruído.