segunda-feira, 5 de outubro de 2026 · Edição diária

Inteligência artificial · Política · Poder econômico

Senado terá 17 mulheres em 2027, a maior bancada feminina da história, com 12 eleitas no domingo

Segundo o TSE, 12 mulheres foram eleitas para o Senado no domingo (4) e se somam a cinco com mandato até 2031. Quatro senadoras que tentaram a reeleição perderam.

Plenário do Senado Federal, em Brasília
Plenário do Senado Federal, onde a nova bancada feminina toma posse em 1º de fevereiro de 2027. Foto: Pexels / Th2city Santana

O Senado terá em 2027 a maior bancada feminina da sua história: 17 mulheres com mandato na legislatura que começa em 1º de fevereiro, de acordo com dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) divulgados na noite deste domingo (4), após o primeiro turno. Segundo a CNN Brasil, 12 delas foram eleitas agora e cinco já tinham mandato garantido até 2031.

A contagem do g1 não inclui a senadora Jussara Lima (PSD-PI). Ela ocupa hoje a cadeira como suplente do ministro do Desenvolvimento Social, Wellington Dias (PT-PI), e pode perder o lugar caso ele volte ao mandato na próxima legislatura. O número final, portanto, depende de uma decisão de Dias.

Quem foram as eleitas

A CNN Brasil afirma que as 12 vitórias são o maior número de mulheres eleitas numa mesma eleição para o Senado desde a redemocratização. Antes do pleito, um levantamento noticiado pelo Jornal Opção apontava como recorde anterior as oito senadoras eleitas em 2002 e em 2010.

Entre as eleitas estão Michelle Bolsonaro (PL) e Bia Kicis (PL), pelo Distrito Federal, e Carol de Toni (PL), por Santa Catarina. O PT elegeu Marília Campos, em Minas Gerais, e Samanda de Lula, no Rio Grande do Norte. Completam a lista Marília Arraes (PDT-PE), Luizianne Lins (Rede-CE), Mara Rocha (Republicanos-AC), Marina JHC (PSDB-AL), Rayssa Furlan (Podemos-AP), Gracinha Caiado (União Brasil-GO) e Teresa Surita (MDB-RR).

O PL, partido de Jair Bolsonaro, aparece com três das 12 vagas, o PT com duas, e as demais se espalham por oito legendas, do PDT ao Republicanos. A distribuição indica que a ampliação da presença feminina não ficou concentrada em um campo político.

As quatro que ficaram de fora

O avanço tem uma contrapartida. A CNN Brasil registra que quatro senadoras que buscavam a reeleição perderam: Leila Barros, Zenaide Maia, Soraya Thronicke e Eliziane Gama. A bancada que se despede tinha 15 mulheres, e o saldo líquido para 2027 é de dois nomes a mais, considerando as cinco com mandato em curso e as 12 recém-eleitas.

Nesta eleição estavam em disputa 54 das 81 cadeiras da Casa. Com 17 senadoras, as mulheres ocupariam pouco mais de um quinto do plenário, proporção ainda distante da paridade, mas acima da registrada no início da atual legislatura.

O que muda no plenário e nas comissões

Na prática, a bancada maior amplia o peso das senadoras na divisão de comissões e relatorias a partir de fevereiro de 2027, quando o novo Senado tomará posse. Presidências de comissões e relatorias de projetos em tramitação são distribuídas por tamanho de bancada partidária, e a presença feminina será dividida entre PL, PT e legendas de centro, sem um bloco único.

Também ficam em aberto a decisão de Wellington Dias sobre a volta ao mandato, que decide se Jussara Lima segue na Casa, e as definições do segundo turno em estados onde a disputa presidencial e a de governador ainda não terminaram. Os resultados do Senado, porém, já estão fechados pelo TSE.

MB

Repórter de Política e Economia do Real Nacional. Cobre Brasília, Congresso, tribunais, contas públicas e as eleições de 2026. Mais textos · Expediente · Política editorial

Leia também

O essencial de IA e poder no Brasil, toda manhã.

Uma leitura de 4 minutos com o que move Brasília, o mercado e a corrida da inteligência artificial. Sem ruído.