O Serpro, empresa de tecnologia do governo federal, vai testar por 60 dias o SerproCODE, plataforma de geração de código com inteligência artificial, com 250 desenvolvedores, segundo reportagem publicada nesta quinta-feira (1º) pelo Convergência Digital. A fase anterior reuniu 50 funcionários da estatal.
O objetivo declarado é controlar o custo de tokens, a unidade em que os serviços de IA cobram pelo uso. Carlos Lima, superintendente de IA do Serpro, disse ao veículo que a expectativa é permitir a governança efetiva do uso dos tokens. Segundo ele, essa é uma dor que a estatal tem e que todo o mercado tem.
O que muda depois dos 60 dias
Terminado o prazo de teste, a plataforma será estendida a todos os funcionários do Serpro. A abertura para o público externo vem depois: a partir de janeiro de 2027, o SerproCODE será liberado para provas de conceito em organizações do mercado privado e do setor público.
A oferta externa seguirá como serviço dentro da IA Brasil, a iniciativa de IA soberana do Serpro. O SerproCODE foi lançado em agosto como parte dessa marca, apresentada no Fórum Executivo Setor Público Brasil AWS, em Brasília.
Por que o custo de tokens entrou na pauta
Ferramentas de código com IA cobram conforme o volume de texto processado, o que torna a fatura difícil de prever quando centenas de desenvolvedores usam o serviço ao mesmo tempo. O Serpro apresenta o SerproCODE como forma de acompanhar e limitar esse consumo dentro de casa, em vez de deixar cada equipe contratar ferramentas por conta própria.
A reportagem não detalha, nos trechos disponíveis, quais modelos sustentam a plataforma nem qual é a meta de redução de custo. Também não informa o valor contratado ou o orçamento do piloto. Esses números definirão se a promessa de economia no título da matéria original se confirma.
A aposta na língua e na cultura locais
Lima também citou a demanda das empresas por uma IA que entenda a língua e a cultura brasileiras. É o argumento comercial da IA Brasil: oferecer a clientes públicos e privados uma alternativa nacional, operada por uma estatal, para quem hoje depende de plataformas estrangeiras.
Para os clientes em potencial, o próximo marco é janeiro de 2027. Até lá, o resultado do teste com os 250 desenvolvedores indicará se a governança de tokens funciona na prática e se o Serpro consegue transformar uma ferramenta interna em produto vendável.



