quinta-feira, 10 de setembro de 2026 · Edição diária

Inteligência artificial · Política · Poder econômico

Stefanini planeja abrir operação no Oriente Médio até o fim do ano

A consultoria de tecnologia, presente em 46 países, avalia subsidiária própria ou joint venture local. O fundador diz que a região busca crescimento além do petróleo.

Marco Stefanini, fundador e CEO global da Stefanini, de paletó claro, em retrato de divulgação
Marco Stefanini, fundador e executivo-chefe global: a região tem buscado alternativas de crescimento para além do petróleo. Foto: Gabriel Reis / Valor

A consultoria em tecnologia Stefanini, com presença física em 46 países, planeja abrir uma operação no Oriente Médio até o fim de 2026 para atender clientes que já atuam na região. O Valor Econômico publicou o plano nesta quinta-feira (10). O fundador e executivo-chefe global do grupo, Marco Stefanini, disse que o modelo de negócios ainda não está definido. Há estudos para uma subsidiária e conversas para uma possível parceria local, uma joint venture.

A região tem buscado alternativas de crescimento para além do petróleo, afirmou Stefanini. A companhia, uma das maiores de TI de capital brasileiro, usa a base no Brasil e na América Latina para servir multinacionais que pedem cobertura no Golfo. A nova operação entra no mapa de expansão internacional da casa, que já combina escritórios próprios e parcerias em dezenas de mercados.

O que ainda falta fechar

O Valor não detalhou o tamanho do investimento nem a cidade-sede. O prazo é o fim deste ano. A escolha entre subsidiária e joint venture depende de regulação local, acesso a clientes e velocidade para colocar gente no chão. Uma joint venture acelera licença e rede comercial. Uma subsidiária dá controle total da marca e da operação.

A Stefanini nasceu em Jundiaí e cresceu como fábrica de software e serviços de transformação digital. O recorte de hoje é de negócios: uma empresa brasileira de serviços de TI tentando fincar bandeira numa região que diversifica a economia e compra tecnologia para energia, governo e bancos. O próximo passo é o fundador cravar o modelo e o endereço.

CA

Repórter de Negócios do Real Nacional. Cobre empresas, fusões e aquisições, mercado de capitais e a economia real das companhias brasileiras. Mais textos · Expediente · Política editorial

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