O Supermercados BH fechou 2025 com R$ 25,7 bilhões em vendas e 420 lojas, quase todas em Minas. A Exame publicou o ranking neste domingo (13). A rede é a maior varejista mineira e a nona do país no TOP 300 do IRTT. No recorte da Abras, fica em quarto no varejo alimentar, atrás de Carrefour, Assaí e Grupo Mateus. O dono é Pedro Lourenço de Oliveira, o mesmo que comprou 90% da SAF do Cruzeiro por R$ 600 milhões.
Em abril, o BH assinou a compra da DMA Distribuidora, dona do EPA e do Mineirão Atacarejo, que fatura R$ 8,9 bilhões. Se o Cade concluir o negócio, o grupo soma cerca de R$ 35 bilhões e 600 lojas em Minas, Espírito Santo, Bahia e Pernambuco. O órgão já liberou 40 lojas, três postos e dois CDs. O ponto de atenção é Minas, onde as duas redes se sobrepõem. Em 2025 o BH cresceu 21%, contra 8,6% na média do TOP 300.
Da mercearia em Santa Luzia ao quarto lugar nacional
Lourenço nasceu em Paineiras (MG) em 1955, estudou até o oitavo ano e começou descarregando caminhão nas Casas da Banha. Em maio de 1996 abriu uma mercearia em Santa Luzia. Cresceu comprando lojas na periferia e no interior. Em 2025 pagou R$ 716 milhões pelas operações do Bretas em Minas, da Cencosud, e levou o Canguru no Espírito Santo. A receita saiu de R$ 17,4 bilhões em 2023 para R$ 25,7 bilhões em 2025. A Forbes estima a fortuna em cerca de R$ 7,5 bilhões.



