Simone Tebet (PSB), candidata ao Senado por São Paulo e ex-ministra do Planejamento, disse nesta quinta-feira (24) ao Globo que tem vergonha do Supremo Tribunal Federal. Em entrevista a Bernardo Mello Franco, ela apontou a falta de mulheres na Corte e afirmou que alguns ministros deveriam ser investigados, punidos e presos. Quando o jornalista citou Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e Kassio Nunes Marques, Tebet respondeu: "Pronto. Há indícios suficientes para analisar a conduta desses ministros."
A conversa integra a série do Globo com concorrentes às duas vagas paulistas. Tebet defendeu que a resposta à crise venha do próprio STF e do Senado, por impeachment. Também cobrou o Conselho Nacional de Justiça contra privilégios e supersalários, repetiu o voto pelo fim da vitaliciedade com mandato de 12 anos e pediu paridade de gênero no tribunal. Em entrevista anterior ao Terra, já havia falado em "freio de arrumação urgente e imediato" no Judiciário.
Sobre a candidatura em São Paulo depois de ter sido senadora por Mato Grosso do Sul, ela citou quase 10% dos votos na capital em 2022, filhas que moram no estado há uma década e a lei eleitoral. Criticou rivais que atacam a mudança de domicílio e disse que a eleição de 2026 é a mais estranha das sete que disputou, com eleitor cansado e instituições que "já não se enxergam". "A História vai nos cobrar pelo voto que demos ou deixamos de dar em 2026", afirmou.
Tebet também rebateu a pressão do agro em sua antiga base e disse que ficou "do lado certo da História" ao apoiar Lula no segundo turno de 2022. Sobre a dívida pública, apontou desperdício e privilégios, cobrou corte de metade das emendas e lembrou medidas de revisão de gastos desidratadas no Congresso. O Globo publicou a entrevista às 3h30; o Terra havia ouvido a candidata em setembro sobre a mesma reforma do Judiciário.



