Oitenta por cento das empresas brasileiras já usam inteligência artificial em algum grau, mas apenas 7% a integram ao modelo de negócios, segundo pesquisa da TOTVS em parceria com o Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), divulgada pela CNN Brasil em 13 de outubro. Do outro lado, 93% das companhias não conseguem incorporar a IA à operação.
Outro número pesa na mão de quem aprova orçamento. De acordo com o estudo, 88% das empresas não contabilizam o retorno financeiro que obtêm com a IA. A maioria, portanto, usa a tecnologia sem saber quanto ela devolve em dinheiro.
A fase que o estudo chama de era das experimentações
A pesquisa descreve o momento atual como a era das experimentações. Segundo o levantamento, o desafio é transformar grandes projetos de IA em ferramentas confiáveis, em larga escala e com retorno real. Os dados foram apresentados em um evento do setor em São Paulo.
Ramon Martin, diretor de IA da TOTVS, afirmou que o uso hoje se concentra na produtividade individual. Citou como exemplos resumir e-mails e verificar passagens aéreas. Para Martin, o passo seguinte é a produtividade sistêmica, com automação de processos de negócio.
George Westerman, professor sênior do MIT, aparece na reportagem com o argumento de que a IA gera valor quando muda a forma de fazer negócios, e não por si só. É a distinção que separa os 80% que usam a tecnologia dos 7% que a integraram.
O plano Brasil Digital 30+
Laércio Consentino, fundador da TOTVS, disse que muitas empresas investem em IA sem incluí-la na estratégia e, na prática, apenas testam. Ele defende tratar a tecnologia como fator estratégico de crescimento e de competição.
Para sair desse estágio, o estudo propõe um plano de transformação digital para o Brasil nos próximos 30 anos, o Brasil Digital 30+. A reportagem da CNN Brasil não detalha as medidas previstas.
Quem fica sem medir o retorno
Para o dono da empresa ou o diretor financeiro, o dado mais prático é o dos 88%. Sem contabilizar o retorno, fica difícil comparar o gasto com licenças e projetos de IA com o ganho que eles trazem, e mais difícil ainda decidir onde ampliar ou cortar investimento.
A reportagem também não informa o tamanho da amostra nem a metodologia da pesquisa. A CNN Brasil indica que o texto foi gerado com apoio de IA a partir de cortes de vídeo, com checagem de jornalistas. Os percentuais, portanto, devem ser lidos como o retrato apresentado pela TOTVS e pelo MIT, e não como um levantamento oficial do setor.



