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Trump diz que usar o termo inteligência artificial agora faz de você um inimigo da Casa Branca

Em post no Truth Social nesta quinta-feira (8), o presidente escreveu que quem usar o termo antigo, em vez de superinteligência, entra na lista de inimigos da Casa Branca, repetindo o decreto que ele assinou em 29 de setembro.

Donald Trump durante discurso oficial
Trump publicou no Truth Social que considera inimigo quem usar o termo inteligência artificial em vez de superinteligência. Foto: Gage Skidmore from Surprise, AZ, United States of America / Wikimedia Commons (CC BY-SA 2.0)

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, publicou no Truth Social, na quinta-feira (8), que a Casa Branca vai tratar como inimigo qualquer pessoa que usar o termo inteligência artificial em vez de superinteligência. A frase foi registrada pelo G1 e confirmada por veículos americanos como a emissora ABC News 4 e o site Axios, que acompanham a disputa do presidente pelo nome da tecnologia desde setembro.

O decreto que começou a disputa pelo nome

A declaração repete o conteúdo de um decreto que Trump assinou em 29 de setembro, segundo o Axios. O texto obriga agências federais dos Estados Unidos a substituir inteligência artificial e a sigla IA por superinteligência e SI em sites, comunicações oficiais e documentos sem caráter regulatório. Para o presidente, a palavra artificial faz a tecnologia parecer falsa, quando ela seria, em sua avaliação, mais avançada do que o nome sugere.

O próprio decreto argumenta que os sistemas atuais já superam o que era originalmente associado ao termo inteligência artificial e ampliam a capacidade humana de resolver problemas, de acordo com trechos divulgados por veículos internacionais. Trump já havia defendido, em declarações anteriores, que a troca de nome deveria valer não só para o governo americano, mas também, segundo suas palavras, para "o resto do mundo".

Na publicação desta semana, Trump ampliou o alcance do decreto e passou a chamar de inimigo quem mantiver o termo antigo. Em tradução livre, ele escreveu que a Casa Branca considera inimigo qualquer pessoa que use o termo inteligência artificial em vez do termo novo e mais aceito, superinteligência, de acordo com o Axios.

A reação dentro da própria base republicana

A frase virou piada entre aliados do presidente. A deputada republicana Marjorie Taylor Greene publicou nas redes apenas as palavras inteligência artificial, seguidas de um emoji de dedo do meio, segundo a ABC News 4. O deputado Thomas Massie, também republicano, escreveu que inteligência artificial é um termo historicamente reservado para políticos.

O comentarista conservador Matt Walsh, apresentador do site Daily Wire, disse que esse tipo de declaração não é apropriado às vésperas das eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, de acordo com a ABC News 4. Outros usuários responderam ao post do presidente repetindo apenas as palavras inteligência artificial.

Quem precisa trocar o termo nos documentos oficiais

O decreto de setembro vale para o governo americano, mas afeta também empresas e organizações que mantêm contratos ou enviam documentos a agências federais dos Estados Unidos. Esse grupo agora precisa adotar superinteligência e SI nesse tipo de comunicação para seguir a nova regra. A Casa Branca já havia criado a Força de Superinteligência, unidade pensada para coordenar o desenvolvimento da tecnologia dentro do governo federal.

Mesmo com a ameaça feita pelo presidente, a própria Casa Branca segue usando o termo inteligência artificial em comunicados e documentos oficiais, segundo observou o Axios. A disputa pelo nome da tecnologia continua enquanto Trump tenta associar a liderança americana em inteligência artificial à corrida contra a China.

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Repórter de Tecnologia e Inteligência Artificial do Real Nacional. Cobre inteligência artificial, infraestrutura digital, regulação de tecnologia e as empresas que constroem a IA no Brasil. Mais textos · Expediente · Política editorial

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