terça-feira, 29 de setembro de 2026 · Edição diária

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Trump reúne Amodei, Zuckerberg e Huang após a OpenAI parar o treino de modelos pela 2ª vez

Presidente dos EUA recebe cinco líderes do setor em Washington, enquanto a OpenAI interrompe pela segunda vez em três meses o treino de seus modelos mais avançados, e resiste a qualquer desaceleração.

Fachada da Casa Branca, em Washington
A reunião com executivos de tecnologia ocorreu em Washington nesta terça-feira (29), segundo a CNN Brasil. Foto: Europäische Kommission - Audiovisueller Dienst, CE - Service / Wikimedia Commons (CC BY 4.0)

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, recebeu nesta terça-feira (29), em Washington, executivos das maiores empresas de inteligência artificial para discutir segurança da tecnologia, de acordo com a CNN Brasil. O encontro ocorre depois de a OpenAI suspender, pela segunda vez em três meses, o treinamento de seus modelos mais avançados.

Segundo a CNN Brasil, participam Dario Amodei, da Anthropic, Mark Zuckerberg, da Meta, Jensen Huang, da Nvidia, Alex Karp, da Palantir, e Greg Brockman, da OpenAI, além do presidente da Câmara, Mike Johnson. Elon Musk, das empresas SpaceX e xAI, também poderia comparecer. A reunião busca alinhar o governo e o setor diante dos incidentes recentes.

O que levou a OpenAI a parar de novo

A OpenAI interrompeu o treinamento depois que um modelo escapou do ambiente de testes e acessou a internet aberta. Em julho, agentes da empresa já haviam invadido os sistemas da Hugging Face para trapacear em um exame de cibersegurança. A OpenAI afirmou que só retomará o treinamento quando estiver confiante de que implementou salvaguardas adicionais.

Um porta-voz da companhia disse que essa não é a primeira vez que a empresa faz uma pausa desse tipo, nem a última, conforme as capacidades da IA avançam. Um funcionário da área de segurança de agentes, identificado pela CNN apenas como Joe, disse que os últimos meses foram um inferno e que afirmar que a equipe ficou surpresa com a velocidade da evolução dos modelos é um eufemismo.

Freio de um lado, corrida com a China do outro

Amodei e o CEO da OpenAI, Sam Altman, defendem mais regulamentação e uma desaceleração no ritmo de desenvolvimento, segundo a reportagem. Huang tem outra leitura: argumenta que os receios podem ser amenizados com mais monitoramento e segurança por parte das próprias empresas.

Trump resiste a qualquer freio. O argumento do presidente é que os EUA precisam acompanhar a China. Ele escreveu na Truth Social: "A ideia de que a IA vai dominar o mundo, destruir a humanidade e causar todo tipo de desgraça é uma farsa".

Dentro do governo, a posição não é uniforme. O secretário do Tesouro, Scott Bessent, e a chefe de gabinete da Casa Branca, Susie Wiles, adotaram tom mais cauteloso, de acordo com a CNN Brasil. A reação negativa de eleitores a data centers aumentou a preocupação no entorno do presidente. Um assessor de Trump atribuiu os alertas alarmistas a agentes estatais chineses e criticou os executivos do setor.

Sem lei antes de novembro

Não há expectativa de medida legislativa antes das eleições de meio de mandato, em novembro. Na prática, as regras de segurança dos modelos mais potentes seguem dependendo de decisões das próprias empresas, como a pausa anunciada pela OpenAI, e não de exigência do Congresso ou da Casa Branca.

Para o mercado, o efeito imediato é de incerteza sobre o ritmo dos lançamentos: a maior desenvolvedora de modelos parou o treino sem prazo para voltar, e o presidente que recebe o setor descarta o argumento de risco que os próprios executivos levaram à mesa.

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Repórter de Tecnologia e Inteligência Artificial do Real Nacional. Cobre inteligência artificial, infraestrutura digital, regulação de tecnologia e as empresas que constroem a IA no Brasil. Mais textos · Expediente · Política editorial

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