O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), foi sorteado na terça-feira (22) como relator do mandado de segurança do senador Alessandro Vieira (MDB-SE) que pede a instalação da CPI do Banco Master no Senado. A ação mira o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), e busca obrigá-lo a ler o requerimento e adotar as providências para criar a comissão. A informação foi confirmada por Vieira nas redes e repercutida por R7, Gazeta do Povo e Correio Braziliense.
Na peça, Vieira sustenta que o pedido protocolado em 9 de março de 2026 já reúne 41 assinaturas, acima do mínimo constitucional de um terço do Senado (27 senadores). Segundo o emedebista, Alcolumbre não leu o requerimento em plenário nem deu andamento em quase seis meses. Ele cita como precedente a decisão do próprio STF que, em 2021, determinou ao então presidente Rodrigo Pacheco a instalação da CPI da Pandemia. Pede liminar para que a leitura ocorra em até 48 horas ou na primeira sessão plenária seguinte, com prazo igual para líderes indicarem titulares e suplentes.
A CPI proposta pretende apurar as relações do empresário Daniel Vorcaro, dono do Master, com os ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli. Entre os episódios citados estão o contrato do banco com o escritório Barci de Moraes e vínculos societários da empresa Maridt, ligada à família de Toffoli, no resort Tayayá. Vieira afirmou que a jurisprudência do STF trata a instalação de CPI, cumpridos os requisitos, como direito da minoria, e disse esperar concessão de liminar com criação imediata da comissão.
O caso Master segue no centro da crise institucional no Supremo. Há outra ação sobre instalação de CPI do Master sob relatoria de Kassio Nunes Marques. Em junho, o presidente Edson Fachin rejeitou pedido de suspeição contra Nunes Marques nesse processo. A distribuição a Zanin ocorre enquanto o material da Polícia Federal sobre Vorcaro e ministros alimenta disputas no plenário e novas frentes no Congresso.



