A ADVBOX, empresa gaúcha de software de gestão para escritórios de advocacia, comprou a legaltech LawX por cerca de R$ 1 milhão, segundo reportagem da Exame divulgada nesta semana. A LawX desenvolvia soluções de inteligência artificial para produção e revisão de petições e documentos jurídicos, área que a ADVBOX quer reforçar dentro da própria plataforma.
A ADVBOX foi fundada entre 2010 e 2013 por Eduardo Koetz, advogado desde 2008, e por Murilo Machado. Segundo a Exame, Koetz criou a empresa depois de testar 22 sistemas de gestão sem encontrar um que atendesse às necessidades do próprio escritório.
A companhia faturou R$ 39 milhões em 2025 e projeta R$ 58 milhões neste ano. Com a nova plataforma de inteligência artificial resultante da compra da LawX, a meta é superar R$ 100 milhões em receita a partir de 2027.
Por que a ADVBOX comprou a LawX
A LawX oferecia tecnologia de inteligência artificial voltada à produção e à revisão de peças jurídicas, mercado em que escritórios de advocacia buscam reduzir o tempo gasto com tarefas repetitivas. Ao incorporar essa tecnologia, a ADVBOX passa a vender uma camada de IA dentro do mesmo sistema de gestão que já usa para controlar processos, prazos e finanças dos escritórios clientes.
Base de dados própria como diferencial
Koetz disse à Exame que a empresa aposta em dados próprios para diferenciar a ferramenta dos modelos de linguagem genéricos usados no mercado:
O fundador afirmou também que o obstáculo mais difícil da empresa está fora da tecnologia. "Nosso maior desafio, desde o início, é fazer com que os advogados adotem as soluções tecnológicas e se dediquem a aprender a usar essas ferramentas profissionalmente", disse Koetz à Exame.
O que vai definir se a aposta compensa
O valor pago pela LawX, por volta de R$ 1 milhão, é pequeno diante da meta de R$ 100 milhões traçada para 2027. Segundo Koetz, o fator decisivo para alcançar essa meta é a velocidade com que os escritórios de advocacia vão incorporar a nova camada de inteligência artificial ao dia a dia dos processos. Claude e GPT disputam o mercado jurídico com bases de dados genéricas, e a ADVBOX aposta que uma base construída especificamente para petições brasileiras pesa mais na escolha dos escritórios clientes.


