O Nubank vai perder o diretor de tecnologia, Eric Young, que deixa o banco digital para assumir a liderança de infraestrutura na Meta Superintelligence Labs, segundo comunicado da Nu Holdings ao mercado divulgado nesta sexta-feira (23). Young vai permanecer no cargo até 12 de novembro para apoiar a transição, diz o documento.
Durante o período de transição, o fundador e CEO David Vélez vai supervisionar diretamente a área de tecnologia, batizada internamente de Global Platforms, de acordo com a nota. Ele vai dividir a função com o diretor de segurança da informação, John Walton, que atua como colíder interino.
Em nota, Vélez disse ser grato pela liderança que Young deu à área de tecnologia do Nubank, incluindo o avanço na integração de inteligência artificial em todas as operações da empresa, segundo a Nu Holdings.
Para onde vai o executivo
Young revelou em publicação no LinkedIn que vai liderar a infraestrutura da Meta Superintelligence Labs, unidade de pesquisa avançada em inteligência artificial da Meta. A área responde pela família de modelos Muse e por agentes pessoais da empresa, segundo o próprio executivo.
Young assumiu o cargo de diretor de tecnologia do Nubank em agosto de 2025. Antes, passou pela Snap, dona do Snapchat, onde foi vice-presidente sênior de engenharia entre junho de 2023 e agosto de 2025. Trabalhou ainda sete anos no Google como vice-presidente de engenharia, entre 2016 e 2023, e mais de 15 anos na Amazon, em áreas como cadeia de suprimentos e sistemas de varejo.
Quem comanda a tecnologia até a troca
A Nu Holdings afirma já ter iniciado a busca por um substituto permanente para o cargo de diretor de tecnologia. Até a contratação, Vélez e Walton vão dividir as responsabilidades da área, segundo o comunicado enviado ao mercado.
O que a saída custa ao Nubank
A troca de comando ocorre em um momento em que o Nubank, maior fintech listada da América Latina e negociada na Bolsa de Nova York sob o código NU, trata a inteligência artificial como parte central de sua estratégia de expansão, de acordo com a própria empresa. Sem um nome definido para o cargo de diretor de tecnologia, a condução dessa frente fica, por tempo indeterminado, sob responsabilidade direta do próprio CEO e de um executivo de segurança da informação, até que a companhia conclua a contratação de um substituto permanente.


