A ala de Alexandre de Moraes no STF quer abrir a sessão de terça (15) pelas preliminares. A jogada é barrar a apuração sobre o ministro e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro antes de discutir as mensagens.
O g1 publicou neste domingo (13), às 4h, que ministros aliados apontam irregularidade no relatório de André Mendonça e cobram a íntegra do celular de Vorcaro. A PGR já pediu o arquivamento: diz que Mendonça mandou fazer o relatório sem avisar a Presidência, sem plenário e com suposto direcionamento.
Mensagens, contrato e prazo
A PF localizou 52 mensagens, de 21 de dezembro de 2023 a 17 de novembro de 2025, dia da primeira prisão de Vorcaro. O relatório afirma que Moraes atuou num contrato de R$ 130 milhões entre o Banco Master e o escritório Barci de Moraes, de Viviane Barci, mulher do ministro. Vorcaro pediu ajuda contra PF e MPF e perguntou, dois dias antes de ser preso, se tinha de deixar o Brasil. Os dois se encontraram oito vezes, segundo a PF.
Neste sábado (12), Edson Fachin assumiu a relatoria. Deu 24 horas para a PF informar sobre o celular. O prazo para Moraes, Mendonça, Paulo Gonet e Andrei Rodrigues se manifestarem sobre o relatório acaba nesta segunda (14). Gilmar Mendes, Flávio Dino e Cristiano Zanin são citados como alinhados a Moraes. Mendonça contaria com Luiz Fux e Kassio Nunes Marques. Fachin e Cármen Lúcia seguem indefinidos.



