O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil), aciona a máquina de Brasília para tentar evitar a derrota do aliado Clécio Luís (União Brasil) no governo do Amapá, segundo reportagem da Folha publicada na noite de quarta (17).
O adversário, o ex-prefeito de Macapá Dr. Antônio Furlan (PSD), lidera com folga: pesquisa Quaest de 21 a 24 de agosto deu a ele 55% contra 35% do atual governador.
Alcolumbre indicou dois ministros de Estado, controla orçamento bilionário de emendas e cargos federais, como a direção da Codevasf, e conta com 90% dos deputados do estado, 15 dos 16 prefeitos e o líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues (PT-AP).
Montou ainda a maior coligação da disputa, com 12 partidos. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi ao Amapá na campanha, estado geralmente fora do radar das corridas nacionais.
Furlan, reeleito prefeito em 2024 com 85% dos votos, vende o modelo de Macapá, onde está 55% do eleitorado do estado. Em agosto, Alcolumbre passou horas em feira na capital distribuindo abraços e prometendo obras, inclusive energia em Laranjal do Jari.
"Nós vamos vencer pela política. Anota o que eu digo, vamos virar", disse o senador à Folha. "Se não fossem as emendas, o Amapá estaria ainda na década de 1940."
O risco, explicam aliados, é perder o governo estadual e ficar isolado na reeleição ao Senado em 2030. Rayssa, mulher de Furlan, é favorita a uma vaga senatorial. Recurso sobre a candidatura de Furlan tramita no TSE sob relatoria de Dias Toffoli.



