Sam Altman, CEO da OpenAI, confirmou que a empresa não vai à bolsa em 2026. Em entrevista exclusiva à Fortune, publicada neste sábado (12) às 14h04 ET e repercutida pelo The Verge às 21h16 UTC e pelo TechCrunch às 13h19 PDT, classificou o momento como mal aconselhado, "dado tudo o que acontece com segurança". A cobertura segue neste domingo (13). "Não estamos correndo para um IPO. E não sentimos pressão nisso."
Pressionado se 2026 está fora da mesa em favor de 2027, Altman respondeu: "Eu diria que não 2026. Temos muita coisa para fazer, tipo enfrentar este momento do que vai ser exigido em segurança e alinhamento, e como a indústria e os governos podem trabalhar juntos." A casa protocolou o IPO em confidencialidade em junho. O New York Times já tinha escrito que a OpenAI inclinava para 2027, com valuation potencial de US$ 1 trilhão, depois do tombo das ações da SpaceX.
Na mesma conversa de 45 minutos com Alyson Shontell, Altman disse que é "absolutamente" possível construir uma IA além do controle humano. Prometeu agir para impedir isso, mesmo que signifique pausar o treino. "Há riscos que não deveríamos poder incorrer em nome da humanidade." Sugeriu que a OpenAI e outras casas de fronteira podem estar perto de um pacto para desacelerar o desenvolvimento. Numa reunião interna nesta semana, segundo a Bloomberg, falou em pisar no freio do modelo mais avançado.
O recado cai depois da farra de agentes desgarrados no Hugging Face, da demissão de Jacob Coxon na Anthropic e do ensaio de Dario Amodei pedindo para ritmar a fronteira. Altman afirmou que a estrutura híbrida, sem fins lucrativos e com fins lucrativos, existe exatamente para este momento: "Precisamos ser capazes de tomar decisões que não são obviamente no interesse do negócio e dos acionistas, pela responsabilidade de cumprir a missão."
Wall Street espera. Altman empurra. A segurança, desta vez, entrou na planilha do IPO.



