O investidor e empreendedor Jason Calacanis publicou na rede X, nesta terça-feira (27), que o bitcoin terá um ano "brutal" e que quem tem a moeda deveria vendê-la para investir em ativos ligados à inteligência artificial, segundo a Exame. No momento da publicação da reportagem, o BTC era negociado perto de US$ 80 mil.
Calacanis afirma que o bitcoin pode retestar a mínima de US$ 57 mil dentro de 12 meses e que não voltará a superar a máxima histórica, de cerca de US$ 126 mil. Como sinal de fraqueza, ele cita as saídas de recursos dos ETFs da moeda.
O histórico de previsões erradas
A aposta contra o bitcoin não é nova para ele. Em 2018, quando a moeda valia cerca de US$ 3.700, Calacanis disse que ela iria a zero. De lá até agora, de acordo com a Exame, o BTC subiu 2.062%.
Os comentários à publicação, segundo a reportagem, foram em boa parte de zombaria, por causa desse retrospecto. O investidor não retirou a tese e a reforçou com uma pergunta dirigida aos defensores da moeda: por que manter recursos em uma rede "morta" que só oferece reserva de valor.
Por que o TAO entra na conversa
Desta vez, Calacanis não ataca o mercado cripto inteiro. Ele diz que tem TAO, o token do Bittensor, um protocolo descentralizado e de código aberto voltado a inteligência artificial e aprendizado de máquina. A rede remunera serviços de IA a partir da avaliação de validadores.
Às 15h21 de terça, no horário de Brasília, o TAO custava US$ 251,92, com queda de 0,2% em 24 horas e alta de 15,2% no ano de 2026. A Exame registra que o projeto ainda precisa mostrar que as avaliações de desempenho feitas pelos validadores se convertem em medidas confiáveis de valor.
O que a declaração mostra e o que não prova
A fala é a opinião de um investidor, publicada em rede social, e não um dado de mercado. O que está medido é o preço do bitcoin, o recuo de 37% da máxima de US$ 126 mil até o nível de US$ 80 mil e o desempenho do TAO neste ano. A projeção de US$ 57 mil é só dele.
Para o investidor brasileiro com exposição a cripto, o ponto prático é separar a tese de Calacanis do histórico dele. Ele errou em 2018 por uma margem enorme, e agora troca uma aposta contra o bitcoin por uma posição concentrada em um token de IA, ativo bem menor, que também oscila bastante.



