terça-feira, 27 de outubro de 2026 · Edição diária

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Quem previu o fim do bitcoin em 2018 agora vende BTC e aposta em token de IA

Jason Calacanis diz que o BTC, perto de US$ 80 mil, pode voltar a US$ 57 mil em 12 meses e nunca superar a máxima de US$ 126 mil. Ele afirma ter migrado para o TAO, da rede Bittensor.

Moeda de bitcoin diante de gráficos de preços em uma tela
O bitcoin negociava perto de US$ 80 mil em 27 de outubro, segundo a Exame, abaixo da máxima histórica de cerca de US$ 126 mil. Foto: Joi / Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

O investidor e empreendedor Jason Calacanis publicou na rede X, nesta terça-feira (27), que o bitcoin terá um ano "brutal" e que quem tem a moeda deveria vendê-la para investir em ativos ligados à inteligência artificial, segundo a Exame. No momento da publicação da reportagem, o BTC era negociado perto de US$ 80 mil.

Calacanis afirma que o bitcoin pode retestar a mínima de US$ 57 mil dentro de 12 meses e que não voltará a superar a máxima histórica, de cerca de US$ 126 mil. Como sinal de fraqueza, ele cita as saídas de recursos dos ETFs da moeda.

O histórico de previsões erradas

A aposta contra o bitcoin não é nova para ele. Em 2018, quando a moeda valia cerca de US$ 3.700, Calacanis disse que ela iria a zero. De lá até agora, de acordo com a Exame, o BTC subiu 2.062%.

Os comentários à publicação, segundo a reportagem, foram em boa parte de zombaria, por causa desse retrospecto. O investidor não retirou a tese e a reforçou com uma pergunta dirigida aos defensores da moeda: por que manter recursos em uma rede "morta" que só oferece reserva de valor.

Por que o TAO entra na conversa

Desta vez, Calacanis não ataca o mercado cripto inteiro. Ele diz que tem TAO, o token do Bittensor, um protocolo descentralizado e de código aberto voltado a inteligência artificial e aprendizado de máquina. A rede remunera serviços de IA a partir da avaliação de validadores.

Às 15h21 de terça, no horário de Brasília, o TAO custava US$ 251,92, com queda de 0,2% em 24 horas e alta de 15,2% no ano de 2026. A Exame registra que o projeto ainda precisa mostrar que as avaliações de desempenho feitas pelos validadores se convertem em medidas confiáveis de valor.

O que a declaração mostra e o que não prova

A fala é a opinião de um investidor, publicada em rede social, e não um dado de mercado. O que está medido é o preço do bitcoin, o recuo de 37% da máxima de US$ 126 mil até o nível de US$ 80 mil e o desempenho do TAO neste ano. A projeção de US$ 57 mil é só dele.

Para o investidor brasileiro com exposição a cripto, o ponto prático é separar a tese de Calacanis do histórico dele. Ele errou em 2018 por uma margem enorme, e agora troca uma aposta contra o bitcoin por uma posição concentrada em um token de IA, ativo bem menor, que também oscila bastante.

MB

Repórter de Política e Economia do Real Nacional. Cobre Brasília, Congresso, tribunais, contas públicas e as eleições de 2026. Mais textos · Expediente · Política editorial

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