A ministra Cármen Lúcia pediu desculpas ao povo brasileiro nesta terça-feira (15) e votou para manter separados os processos que envolvem Alexandre de Moraes e André Mendonça no Supremo Tribunal Federal. Na sessão extraordinária sobre a crise ligada ao Banco Master, ela disse estar em estado de profunda consternação e tristeza.
Cármen Lúcia acompanhou o presidente Edson Fachin, além de André Mendonça e Luiz Fux, na corrente que rejeitou a reunião das petições. Do outro lado, Gilmar Mendes, Cristiano Zanin e o próprio Moraes defenderam a análise conjunta. Flávio Dino, que havia votado pela unificação, pediu vista e interrompeu o julgamento. O placar ficou em 4 a 3 pela separação, segundo o g1.
Mal-estar cívico e desculpas
A ministra afirmou que o Supremo, guardião da Constituição, provocou mal-estar cívico nas cidadãs e nos cidadãos brasileiros nos últimos dias. Disse sentir-se um pouco até envergonhada diante da repercussão dos conflitos internos e pediu licença a Dino para falar mesmo com o pedido de vista.
"Eu peço desculpa ao povo brasileiro por talvez ter esperado de mim uma postura diferente", afirmou. Cármen Lúcia acrescentou que queria ter ajudado a acalmar a crise e não conseguiu. Deixou claro que falava em nome próprio e que quem representa a Corte é o presidente Fachin.
O que estava em jogo
A questão de ordem discute se a Petição 16.662, com elementos ligados a Moraes e ao ex-controlador Daniel Vorcaro, deve tramitar junto com a Petição 16.704, aberta em meio às acusações sobre a condução de Mendonça no caso Master. A votação trata da forma dos procedimentos, não do mérito das acusações. Dias Toffoli e Kassio Nunes Marques se declararam impedidos.



