terça-feira, 15 de setembro de 2026 · Edição diária

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Cármen Lúcia pede desculpas ao povo e vota pela separação dos casos Moraes e Mendonça

Ministra falou em profunda consternação na sessão do STF, pediu desculpas ao povo brasileiro e acompanhou Fachin para manter separados os processos de Moraes e Mendonça.

Cármen Lúcia, ministra do Supremo Tribunal Federal
Cármen Lúcia pediu desculpas ao povo e votou pela separação dos casos Moraes e Mendonça. Foto: O Tribunal da Democracia / Wikimedia Commons (Public domain)

A ministra Cármen Lúcia pediu desculpas ao povo brasileiro nesta terça-feira (15) e votou para manter separados os processos que envolvem Alexandre de Moraes e André Mendonça no Supremo Tribunal Federal. Na sessão extraordinária sobre a crise ligada ao Banco Master, ela disse estar em estado de profunda consternação e tristeza.

Cármen Lúcia acompanhou o presidente Edson Fachin, além de André Mendonça e Luiz Fux, na corrente que rejeitou a reunião das petições. Do outro lado, Gilmar Mendes, Cristiano Zanin e o próprio Moraes defenderam a análise conjunta. Flávio Dino, que havia votado pela unificação, pediu vista e interrompeu o julgamento. O placar ficou em 4 a 3 pela separação, segundo o g1.

Mal-estar cívico e desculpas

A ministra afirmou que o Supremo, guardião da Constituição, provocou mal-estar cívico nas cidadãs e nos cidadãos brasileiros nos últimos dias. Disse sentir-se um pouco até envergonhada diante da repercussão dos conflitos internos e pediu licença a Dino para falar mesmo com o pedido de vista.

"Eu peço desculpa ao povo brasileiro por talvez ter esperado de mim uma postura diferente", afirmou. Cármen Lúcia acrescentou que queria ter ajudado a acalmar a crise e não conseguiu. Deixou claro que falava em nome próprio e que quem representa a Corte é o presidente Fachin.

O que estava em jogo

A questão de ordem discute se a Petição 16.662, com elementos ligados a Moraes e ao ex-controlador Daniel Vorcaro, deve tramitar junto com a Petição 16.704, aberta em meio às acusações sobre a condução de Mendonça no caso Master. A votação trata da forma dos procedimentos, não do mérito das acusações. Dias Toffoli e Kassio Nunes Marques se declararam impedidos.

CA

Repórter de Negócios do Real Nacional. Cobre empresas, fusões e aquisições, mercado de capitais e a economia real das companhias brasileiras. Mais textos · Expediente · Política editorial

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