terça-feira, 15 de setembro de 2026 · Edição diária

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Zanin vota pela reunião dos casos Moraes e Mendonça no plenário do STF

Ministro acompanhou Gilmar e Dino na questão de ordem, citou dúvida sobre suspeição de Mendonça e pediu encadeamento lógico antes de autorizar apuração.

Cristiano Zanin, ministro do Supremo Tribunal Federal
Cristiano Zanin votou pela reunião dos casos de Moraes e Mendonça na sessão do STF. Foto: Vice-Presidência da República / Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

O ministro Cristiano Zanin votou nesta terça-feira (15) pela reunião dos casos que envolvem Alexandre de Moraes e André Mendonça no Supremo Tribunal Federal. O voto acompanhou a questão de ordem de Gilmar Mendes, já apoiada por Flávio Dino, e divergiu do presidente da Corte, Edson Fachin, que queria manter os procedimentos separados e seguir nesta terça a análise sobre Moraes.

A sessão extraordinária discute se há base para abrir investigação contra Moraes a partir de mensagens ligadas ao ex-controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro. Antes do mérito, o plenário passou a decidir se junta esse processo ao que questiona a condução de Mendonça, previsto para 23 de setembro.

Dúvidas, perplexidades e suspeição

Zanin disse que os debates da manhã deixaram muitas dúvidas e perplexidades. Citou despacho de Fachin de 12 de setembro, na Petição 16.662, em que o presidente admitiu a possibilidade de reconhecer suspeição de Mendonça. Para Zanin, julgar autorização de investigação sem saber se essa suspeição será reconhecida inverteria a lógica processual.

O ministro afirmou que não antecipava posição sobre a suspeição do colega. O argumento, segundo ele, é só de ordem: se os atos de Mendonça ainda podem ser tidos como ilegítimos, a Corte precisa resolver essa controvérsia antes de avaliar os efeitos da relatoria.

Placar e adiamento

Com Zanin, o placar chegou a 3 a 1 pela unificação. Depois, Moraes também votou pela reunião e Mendonça acompanhou Fachin na separação, levando o placar a 4 a 2, segundo o Times Brasil. Fux e Cármen Lúcia ainda estavam por votar no fim da tarde. A proposta de Gilmar prevê análise conjunta e adiamento para 23 de setembro, com sorteio de relator.

CA

Repórter de Negócios do Real Nacional. Cobre empresas, fusões e aquisições, mercado de capitais e a economia real das companhias brasileiras. Mais textos · Expediente · Política editorial

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