O candidato à Presidência Augusto Cury (Avante) afirmou neste sábado (19), em visita ao Ceagesp em São Paulo, que "suplicou" ao ministro Edson Fachin e aos demais integrantes do Supremo Tribunal Federal um julgamento público, televisionado e concluído em uma semana sobre o caso Banco Master. Segundo ele, a demora na análise tira do eleitor informações necessárias antes do primeiro turno de 4 de outubro.
Cury disse que o pedido de vista do ministro Flávio Dino, na sessão de terça (15), pode empurrar a decisão para depois das eleições. "Com o pedido de vista que o Flávio Dino fez, é possível colocar debaixo do tapete e levar isso para depois das eleições", declarou. O adiamento pode chegar a 90 dias.
O presidenciável do Avante acusou os grupos de Luiz Inácio Lula da Silva e de Flávio Bolsonaro de não terem interesse em apuração rápida, alegando que integrantes dos dois lados teriam envolvimento "promíscuo" com o Master. Classificou o atraso como "uma vergonha" e afirmou que a falta de informação "asfixia a democracia".
No STF tramitam a Pet 16.662, de Fachin, sobre diálogos do celular de Daniel Vorcaro ligados a Alexandre de Moraes, e a Pet 16.704, de Moraes, sobre a condução do caso pelo ministro André Mendonça. A votação ficou parada em 4 a 3 pela tramitação separada. Cury também se apresentou como alternativa às duas famílias e falou em voto útil para chegar ao segundo turno.



